segunda-feira, 7 de março de 2016

Busscar Ônibus na mira do capital estrangeiro

O grupo chileno Vivipra, importador e distribuidor de diferentes marcas de automóveis, caminhões e ônibus no mercado do país andino, pode apresentar proposta de compra de fábrica da Busscar. O grupo está avaliando o cenário e há conversas em andamento. Faz bastante sentido para empresário estrangeiro – que paga em dólar – olhar boas oportunidades no mercado brasileiro porque o real está desvalorizado e as companhias nacionais estão uma pechincha. 

Mais: quando o negócio pode ser concretizado num leilão, o preço cai naturalmente. A leiloeira Tatiane Duarte fez, também, contatos com todos os fabricantes de carrocerias de ônibus do Brasil. Um deles demonstrou interesse e se espera proposta. O certame está marcado para os dias 15 e 30 de março, em primeira e segunda praças, respectivamente. Segundo informações da coluna de Economia/Claudio Loetz

Trajetória da Busscar
Em 1989 a tradicional fábrica de carrocerias Nielson, de Joinville (SC), passou a utilizar o nome Busscar como marca de fantasia de seus produtos; também ganhou novo logotipo. A tentativa de fixação de nova imagem para seus ônibus tinha alguma razão de ser, já que, estilisticamente, a família recém lançada rompia com uma tradição de design que vinha de 1961, ano da apresentação da primeira versão da carroceria Diplomata, claramente calcado na escola norte-americana. 

As linhas e a concepção do Jum Buss, ao contrário, tinham clara inspiração européia e seguiam as tendências havia muito praticadas pela Marcopolo, na época sua maior concorrente. A empresa chegou a ter cinco mil funcionários em um complexo industrial de 84 mil metros quadrados. Mas acumulou uma dívida de R$ 1,3 bilhão com fornecedores e funcionários. 

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