quarta-feira, 30 de março de 2016

Leilão para vender a Busscar por 60% do valor termina sem interessados

A segunda tentativa de ressuscitar o negócio da Busscar com a venda do conjunto da operação (máquinas e instalações) terminou frustrada. Durante o leilão na sede da Associação Empresarial de Joinville (Acij) não houve interessados. Ex-trabalhadores tinham expectativa de um encaminhamento neste leilão. Alguns presentes ao certame também cobraram mais informações sobre o andamento do processo.

Há um esforço para tentar vender o pacote completo e possibilitar o retorno das atividades, mas os investidores que demonstraram algum interesse alegaram que o momento econômico não é propício, explica a leiloeira Tatiane Duarte. 

Conselhos de administração das companhias não recomendam a compra neste momento, especialmente pelo valor mínimo exigido para este segundo certame, que foi de 60% do valor. 

O montante significa R$ 221,5 milhões (incluindo ativos reivindicados na Justiça, e incertos) ou, na prática, R$ 176,5 milhões (descontados os ativos) por todas as empresas do grupo.

O convite para o leilão foi feito a 15 empresas de transporte rodoviário e urbano. Apesar da falta de interesse dos investidores pelo valor mínimo ofertado, a equipe responsável pelo leilão contabilizou quatro interessados em adquirir o negócio e que querem propor valores menores. 

São eles, uma fabricante de ônibus da América Latina, um grande grupo de transporte urbano e rodoviário no Brasil, outra empresa de ônibus no País e até um político, que representa um grupo de empresários. Os nomes não foram revelados pela leiloeira para não atrapalhar as negociações. 

Para avançar nas conversas é preciso autorização judicial. Por este motivo, está marcada para esta quinta-feira, às 14 horas, reunião entre a leiloeira, o administrador judicial Rainoldo Uessler e o juiz titular da 5ª Vara Cível, Luís Felipe Canever. 

O objetivo é avaliar a possibilidade de estender por 60 dias o prazo de negociação, só que sem o limite mínimo de 60% do valor da Busscar. Pelo plano de venda em vigor, o próximo passo é vender maquinários e cada instalação separadamente, enterrando de vez a esperança de colocar a operação em pé novamente. 

A fábrica, cuja falência foi confirmada em dezembro de 2013,  está com a produção parada desde setembro de 2012.
Com informações: A Notícia/ClicRBS

Um comentário:

  1. Nesses tempos de crise ,quem é o empresário que vai se aventurar em agarrar uma bomba dessas,se tem dinheiro ,vai abrir seu próprio empreendimento sem dores de cabeça .

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