domingo, 3 de abril de 2016

Transbrasiliana aciona Justiça com pedido de recuperação judicial

A empresa Transbrasiliana Transportes e Turismo Ltda e outros, do Grupo Odilon Santos, entrou com pedido de recuperação judicial nesta sexta-feira (1º). Entre os objetivos da medida estão a manutenção da prestação de serviço, operação comercial e empregos, para evitar falência.

No final de 2015, as empresas de transporte público tornaram público que possuem prejuízo de R$ 100 milhões em Goiânia e Região Metropolitana, referente aos anos de 2009 a 2014. A crise das empresas de transporte coletivo também ficou conhecida após a apreensão de ônibus em dezembro de 2015 devido a ação judicial.

Também no ano passado, motoristas ameaçaram deflagrar greve se não fossem reajustados salário, gratificações e auxílio alimentação.

Rápido Araguaia também entrou com pedido de recuperação judicial
O Grupo Odilon Santos, empresa goiana responsável pelas concessionárias de transporte público Rápido Araguaia e Viação Araguarina, anunciou a impetração de Recuperação Judicial. De acordo com o comunicado, a medida tem como objetivo manter a prestação de serviços, operação comercial e empregos, para evitar a falência.

A crise na empresa foi explícita quando ônibus foram apreendidos em dezembro de 2015 e as linhas do transporte coletivo foram operadas pelas outras empresas do transporte coletivo de Goiânia.

Conforme comunicado à sociedade publicado pela empresa no jornal O Popular, “a impetração da Recuperação Judicial, já constante no Foro da Comarca de Goiânia, visa garantir a solução equânime e transparente para o endividamento das empresas do setor de transportes públicos que enfrentam perdas de competitividade, de demanda e de crédito, aliados ao aumento de exigências e custos, sob o acompanhamento do Poder Judiciário e da sociedade. Mais do que a recuperação das empresas, o que se acredita ser viável, a Recuperação Judicial coloca em evidências do transporte público, principalmente definindo seu papel na formulação de Políticas Públicas sustentáveis para efetiva recuperação da capacidade de investimento das concessionárias, como reclamara toda sociedade”.

Conforme a nota, as empresas em Recuperação Judicial, assumem como meta a continuidade das atividades, preservação de ativos, pagamento de impostos e a proteção ao emprego de seus 2080 trabalhadores diretos, com igual estímulo a um mercado de 4500 postos de trabalho, gerados pela cadeira produtiva do setor.

Ainda segundo o comunicado à sociedade, o grupo Odilon Santos, “em sintonia com a Companhia Metropolitana de Transportes Coletivo e Agência de Regulação e Controle do Estado de Goiás – reguladores das concessões públicas, serão feitos esforços para amplo planejamento de ações capazes de minimizar os reflexos eventualmente advindos no momento presente”. 

Histórico
No final de 2015, o presidente do Sindicato das Empresas do Transporte Coletivo (SET), Décio Caetano, informou que as empresas do transporte coletivo tiveram um prejuízo de R$ 100 milhões em Goiânia e Região Metropolitana, entre os anos de 2009 e 2014.

De acordo com ele, o desequilíbrio das empresas surgiu quando foram realizados financiamentos de ônibus, em 2008. Os 295 veículos da Empresa Rápido Araguaia adquiridos nessa época, financiados junto ao Banco Volkswagen, foram apreendidos em dezembro de 2015, por meio de ação judicial, como forma de pagamento de empréstimo. Após alguns dias, a apreensão dos ônibus foi suspensa e a empresa se tornou fiel depositária da instituição financeira. 

Em fevereiro de 2016, após a suspensão do reajuste da passagem do transporte coletivo para R$ 3,70, Décio Caetano afirmou que o sistema estava à beira de um colapso e que as empresas teriam dificuldades de cumprir compromissos financeiros como funcionários e fornecedores, caso a medida fosse cumprida. 
Com informações: Diário de Goiás

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