segunda-feira, 9 de maio de 2016

Lentidão no trânsito e falta de espaço geram lotação nos terminais

O tráfego dos ônibus na Capital ganhou mais agilidade com os corredores exclusivos e aumento da frota. Mas, segundo o engenheiro e doutor Mário Azevedo, do Grupo de Transporte, Trânsito e Meio Ambiente (Gttema) da Universidade Federal do Ceará (UFC), falta velocidade nos veículos e mais terminais abertos nos bairros periféricos.

"As pessoas só andam nos terminais pela integração física e opções de rotas que existem em cada plataforma", afirma o profissional. Segundo ele, por mais que exista opção de integração temporária nas ruas e avenidas, os terminais ainda se configuram como local de encontro para deslocamentos. A lentidão e atraso dos ônibus, criados nos trajetos, poderiam ser evitados com o aumento da fiscalização nas ruas. "Estacionamentos irregulares e paradas proibidas próximos às escolas são tipos de bloqueios que geram atraso e dificultam os acessos das frotas de ônibus", destaca.

Conforme o especialista, a integração temporária, quando o usuário utiliza duas linhas de ônibus e paga apenas uma passagem, ainda é um sistema novo, diferente de outras cidades, como São Paulo. "Existe um tempo para se criar hábitos. Não adianta comprar ônibus, pois não existe espaço para tráfego", pontua. Sobre a introdução dos novos modais integrados ao sistema dos terminais, como a introdução das bicicletas e do metrô, ele avalia que houve um avanço, mas é necessário um melhor planejamento e readequação de locais. 

"Não tem como uma pessoa que mora e Conjunto Ceará ir de bicicleta para o trabalho na Beira-Mar. Os trajetos precisam ser encurtados", conclui. Outro problema registrado pelo Gttema é o de atividades comerciais concentradas em regiões específicas, como na Aldeota e Centro. "Temos um fluxo grande de pessoas que trabalham em uma Regional e moram em outra muito distante. Esse deslocamento gera a lotação em horário
de pico".

Integração
Segundo os dados do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus), dos mais de 2,5 milhões de habitantes de Fortaleza, apenas 961.360 usuários utilizam algum dos tipos de bilhete: empresa, avulso ou de estudante. Segundo o Prefeito Roberto Claudio, "os terminais não tiveram reformas e ampliações desde de sua criação pelo Prefeito Juraci Magalhães, o que dificultou a integração. O bilhete único uniu todas as linhas de ônibus, mesmo fora dos terminais. Depois houve integração de todos os ônibus e vans".

Sobre a integração com o Metrô de Fortaleza (Metrofor) o prefeito a–rmou estar em constante contato com o governador Camilo Santana: "Estamos em conversa para que tão logo a conclusão, em sua totalidade, e a inauguração oficial do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e do sistema por completo do Metrofor, os modais possam funcionar de forma conjunta e interligada".
Com informações: Diário do Nordeste

Nenhum comentário:

Postar um comentário

O Fortalbus se reserva no direito de selecionar os comentários.

© 2010-2016. Fortalbus Busólogos - Todos os direitos reservados