quarta-feira, 29 de junho de 2016

Usuários do transporte coletivo de Fortaleza preferem conforto à economia de tempo

Cerca de 90% dos usuários de transporte público de Fortaleza preferem seguir em rotas mais longas e menos práticas até o destino, se houver conforto nos veículos, qualidade das paradas e segurança nas trocas de ônibus. Os dados foram apresentados ontem no workshop Inteligência urbana de Fortaleza, na Unifor.

Conforme Vasco Furtado, vice-presidente da Fundação de Ciência, Tecnologia e Inovação da Prefeitura, a pesquisa considerou elementos como distância, tempo e quantidade de trocas de ônibus para classificar uma viagem como “ótima”.

Os usuários da Capital inicialmente optam por rotas em que são necessárias menos trocas de coletivos até o destino. Contudo, a pesquisa mostrou que ao longo do trajeto são escolhidas alternativas “pouco práticas”. Furtado, que também é professor da Unifor, afirma que, no geral, os usuários dizem conhecer as alternativas mais rápidas, mas não estão interessados no tempo do percurso e sim em fatores subjetivos, como a segurança oferecida nos terminais.

De acordo com o pesquisador, são necessárias mais ações do Município para incentivar a mudança dessa cultura. Ele ressaltou como avanço a implantação do Bilhete Único, que permite a integração dos usuários em vários coletivos, fora dos terminais.

Vias sem ações de mobilidade têm tempo de espera maior
O tempo de espera por transporte público diminuiu nas principais vias de Fortaleza que receberam ações para priorizar os coletivos. Em alguns locais, a demora foi reduzida pela metade. Contudo, no restante do sistema, houve aumento da espera. De acordo com diagnóstico do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Ceará (Sindiônibus), a demora dificulta o aumento da velocidade média dos coletivos, estimada em 14km/h.

Segundo os dados apresentados por Dimas Barreira, presidente do Sindiônibus, os usuários de ônibus da avenida Bezerra de Menezes devem ser os que mais notaram diferença. Após as intervenções de mobilidade na via, o tempo de espera caiu de 17 para 9 minutos, em média. A espera caiu ainda nas avenidas Antônio Sales, Dom Luís e Santos Dumont e na rua Padre Valdevino.

“Porém, as demais áreas da Cidade não estão sendo contempladas (com ações). São 86% que precisam ser contempladas”, ressaltou o presidente do Sindiônibus. Segundo Dimas Barreira, apesar da maior velocidade dos ônibus nos corredores, é possível diagnosticar mais lentidão no restante das linhas. “Uma coisa está anulando a outra”, lamentou. 
Com informações: O Povo

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