segunda-feira, 4 de julho de 2016

Embarque padrão de passageiros pela porta dianteira, já passamos por essa fase

Por Fortalbus
Em 1992, entrar pela porta dianteira dos ônibus que cobriam as linhas urbanas era algo que ainda deixava alguns passageiros confusos, sobretudo porque na maioria das empresas, particularmente aquelas que servem a bairros ainda excluídos do Sistema Integrado de Transportes, nem todos os carros eram padronizados com essa inovação. 

Enquanto passageiros desavisados reclamavam que a falta de um consenso acaba gerando correrias e atrasos, principalmente nos horários de rush, motoristas e trocadores se diziam satisfeitos com a alteração, basicamente porque ela acabou com a ação daqueles que costumavam se posicionar na porta traseira e descer sem pagar a passagem, quando a porta se abria para a entrada de novos passageiros. 

Com a roleta fixada nas proximidades da porta dianteira, quase junto ao motorista, pouco espaço resta para a aglomeração de pessoas, o que para os dois profissionais, é uma outra vantagem da mudança. Sem acumulo de passageiros no local, a entrada dos usuários apanhados em meio ao caminho fica bem mais fácil.  

Mas a entrada pela porta dianteira durou pouco, em 1995 os ônibus do Sistema Integrado de Transportes (SIT) de Fortaleza voltaria ter novamente como entrada dos passageiros, a porta traseira, até hoje. 

Para quem trabalha no setor reclama da falta de equilíbrio de peso dentro dos veículos, sendo que a entrada pela porta dianteira deixa o peso do ônibus mais balanceado, já que o eixo traseiro do ônibus, com quatro pneus, suporta melhor o volume de passageiros que aguardam o momento do desembarque. O acúmulo de passageiros sobre o eixo dianteiro do ônibus, com apenas dois pneus, é responsável por um desgaste mais rápido do veículo.

Hoje, mais de 20 anos se passaram, mas o embarque ainda ocorre pela porta dianteira, em veículos de pequeno porte, conhecido por micros ou micrões, onde não existe a presença do cobrador. 

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