terça-feira, 12 de julho de 2016

Plano da Prefeitura prevê o fim dos terminais de ônibus em Fortaleza

Tumulto, superlotação, poucos ônibus e desinformação. O cenário é de julho de 1992, quando os terminais de Messejana e do Antônio Bezerra foram inaugurados. A implantação do Sistema Integrado, como era chamado na época, representou uma revolução no transporte coletivo da Capital. Agora, o projeto Fortaleza 2040 prevê que esses equipamentos sejam extintos em até 24 anos.

O prognóstico é de que, até lá, a Cidade tenha 3,1 milhões de habitantes. Hoje, o IBGE estima em 2,5 milhões o número de pessoas morando na Capital. Dessas, 48% utilizam diariamente algum dos sete terminais e alguma das 317 linhas de ônibus que partem deles. Os dados são da Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor).

De acordo com Fausto Nilo, arquiteto e coordenador do Plano Mestre Urbanístico do Fortaleza 2040, o Plano de Mobilidade por Ônibus, que deve ser implementado na Capital, irá desfazer as concentrações de passageiros em poucos locais. Conforme Eudoro Santana, superintendente do Instituto de Planejamento de Fortaleza (Iplanfor), a ideia é criar uma rede de mobilidade. “A Cidade e seus meios de transporte serão de tal forma integrados que ela terá, mais espalhados no território, esses nós de transporte. E eles vão inviabilizar a existência dos terminais”, diz.

A mudança
A integração temporal, implantada em 2007, seria um dos primeiros passos para essa mudança. Em 2013, o Bilhete Único consolidou as integrações sem a necessidade de ir aos terminais. Contudo, pesquisa divulgada no último mês no workshop Inteligência urbana de Fortaleza, na Unifor, mostrou que cerca de 90% dos usuários de transporte público de Fortaleza preferem seguir em rotas mais longas e menos práticas até o destino, se houver conforto nos veículos, qualidade das paradas e segurança nas trocas de ônibus.

Conforme Vasco Furtado, vice-presidente da Fundação de Ciência, Tecnologia e Inovação da Prefeitura, uma das dificuldades será mudar essa cultura do fortalezense de ir até os terminais ao invés de fazer a troca de coletivo nas paradas de ônibus. Eudoro Santana dialoga ressaltando que outros meios devem participar dessa integração para que a rede se forme. “Você faz um bicicletário, o cidadão vem, deixa lá a bicicleta, toma o metrô, um bonde elétrico ou um BRT e chega ao destino”, exemplifica.

De acordo com o superintendente do Iplanfor, apesar de trabalhar com o horizonte de 2040, dependendo da velocidade em que os corredores de urbanização forem implantados e do quanto será investido em transporte publico, o fim dos terminais pode ser até dez anos antes do previsto. A princípio, a implementação do plano de mobilidade será de forma gradativa, em seis módulos de quatro anos, com monitoramento social a cada intervalo.

Os terminais
Como parte das ações do Sistema Integrado de Transportes (SIT), o Terminal da Messejana, o primeiro da Capital, foi inaugurado em julho de 1992. No mesmo período, o Terminal do Antônio Bezerra foi implantado. O projeto do prefeito Juraci Magalhães também unificou a tarifa dos coletivos e implantou a meia.
Com informações: O Povo

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