segunda-feira, 26 de setembro de 2016

No começo do Grupo Gontijo, era só uma jardineira

A história do Grupo Gontijo é a história de seu próprio fundador, Abílio Pinto Gontijo. A organização teve origem em uma jardineira marca Chevrolet 1940 com a qual Abílio iniciou o transporte de passageiros entre as cidades de Paranaíba e Patos de Minas, no distante ano de 1943. Em 1949, o jovem comprou a linha Patos de Minas-Belo Horizonte e passou a utilizar um ônibus metálico, também da marca Chevrolet. A partir daí, aproveitou várias oportunidades para comprar mais linhas e empresas.

Sua fase de maior crescimento começou quando Juscelino Kubitschek tornou-se governador de Minas Gerais e mandou asfaltar algumas importantes rodovias do Estado. Entre as aquisições mais expressivas feitas por Abílio Gontijo na época figuraram a Planeta (25% de participação) e a Santa Marta. O nome Empresa Gontijo de Transportes Ltda. foi adotado em 1970. Em 1974, o empresário comprou sua primeira linha interestadual, entre Ituiutaba e São Simão. Continuou recorrendo a novas compras e participou de licitações para expandir-se. Assumiu as linhas Bom Jesus da Lapa-São Paulo, Belo Horizonte-Campo Grande e Belo Horizonte-Salvador.

A Bonfinense, outra empresa de grande porte, foi comprada em 1980. Tinha 150 ônibus e linhas interestaduais para toda a Região Nordeste. O negócio possibilitou que, durante a década de 1980, a Gontijo expandisse seus serviços para 16 estados, principalmente os nordestinos.

Na verdade, a Empresa Gontijo jamais interrompeu seu processo de expansão. Sua linha mais longa liga Salvador, Bahia, a Assunção, Paraguai. Um dos grandes orgulhos do Grupo Gontijo é o seu Parque Rodoviário, localizado no bairro Engenho Nogueira, em Belo Horizonte. Tem capacidade para receber até 2.000 veículos e abriga um moderno centro administrativo, além de um completo centro de manutenção.

Essa alta performance no transporte de passageiros é alcançada a partir de um sistema de gestão essencialmente familiar, cujo grande mérito, no decorrer dos anos, tem sido a eficiência administrativa elevada ao mais alto grau. O objetivo do crescimento nunca é perdido de vista e orienta boa parte das ações de curto e médio prazo do grupo, seja na área operacional, seja na financeira, de planejamento treinamento. Uma preocupação constante é manter um baixo nível de endividamento. Outra é investir no próprio negócio todos os recursos proporcionados pela atividade. 

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