segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Grandes Marcas: Empresa Vitória - O início das operações

Por Fortalbus
Em   comemoração   aos   60   anos   de   existência   da   Empresa   Vitória,   o   Fortalbus apresenta nesta semana, um especial em cinco capítulos da história de desafios e conquistas desta Empresa que é tão querida por todos nós. Nossa história começa no final da década de 1940, onde um Senhor de nome Eliézer Guimarães, fazia viagens entre Fortaleza e Teresina transportando pessoas e mercadorias em um caminhão misto. As estradas eram precárias, fazendo com que as viagens fossem demoradas e cansativas. Com o passar dos dias e a dificuldade econômica da época, Seu Eliézer optou por sair deste ramo e montar na Praça do Ferreira (Centro de Fortaleza) uma pequena lanchonete. 

No início dos anos 1950, a Cidade de Caucaia passou a receber muitos moradores, necessitando assim de um serviço de transporte, já que tudo se resolvia em Fortaleza na região do Centro. Havia uma Empresa que fazia esta ligação de nome fantasia “Empresa Vitória”, mas com a morte do dono, a viúva viu-se obrigada a vendê-la, foi aí que Seu Eliézer que tinha um espírito empreendedor, viu um anúncio no Jornal e junto com a esposa Dona Alaíde, decidiu voltar ao ramo de transportes com a aquisição desta Empresa. Venderam a lanchonete da Praça do Ferreira e em Setembro de 1956 fecharam negócio.

Neste período, a Empresa possuía sete ônibus que haviam sido fabricados após a segunda guerra mundial, eram bem velhos e precisavam de bastante manutenção, as carrocerias eram feitas de madeira e os chassis eram de caminhão, com os buracos na estrada as armações eram prejudicadas. As peças de reposição eram difíceis de ser encontradas no mercado e alguns itens precisavam ser importados.

Nos anos 1960, os motores movidos a óleo diesel chegavam ao mercado nacional e como toda novidade, poucas pessoas tinham conhecimento de como fazer o devido conserto desses motores. Com fama de bom pagador que tinha, Seu Eliézer comprou seus primeiros veículos com esta tecnologia, a perspectiva era que a Empresa crescesse, já que o Município de Caucaia estava em pleno desenvolvimento.

Já   nos   anos   1970,   os   ônibus   tinham   grande   importância   dentro   das   cidades, pois transportavam para o Centro de Fortaleza a população dos arredores. O final da linha dos ônibus era na Praça do Carmo, ao lado da Avenida Duque de Caxias. Foi nessa época que a gestão da Empresa passou para as mãos de Dalton, filho de Seu Eliézer, pois a saúde fragilizada não permitia que ele continuasse a frente da Empresa.

Deu-se início   então,   a   uma   série   de   modificações   na   organização,   com   a   criação   de departamentos e programas de valorização do funcionário. A cor predominante nos ônibus eram o azul, o amarelo palhinha e o branco. 

A carroceria predominante na frota era a Caio Norte, os modelos e a numeração eram os seguintes na época: Caio Amélia (22), Caio Bela Vista (do 23 ao 43), Caio Gabriela (do 44 ao 56), e Caio Amélia (do 57 ao 60) todos chassi Mercedes-Benz.

Um comentário:

  1. Na realidade na sequência citada na matéria, os carros 22 e 27 eram Amélia, mas em substituição aos Jaraguá.

    Na sequência dos Gabriela (44 ao 56), haviam dois Ciferal Condor, o 51 e o 54 que não foram citados.

    Esse Volvo, provavelmente veio para testes. Não lembrava dele. O micro eu lembro, inclusive tendo andado nele, mas não lembrava o prefixo.

    Falando em testes, no ano de 1992 veio um Mercedes/0371U para testes. Tinha a pintura toda branca e rodou alguns dias nas linhas Nova Metrópole/Rota 1 e Araturi. Mas nunca vi fotos dele.

    Após esse, teve um Ford B1618 / Thamco TH3250US, que veio com o prefixo 16 e tinha a pintura também toda branca, com uma faixa cinza central e as tradicionais faixas azul marinho, vermelha (dois tons) e amarela. Depois de passar pela Vitória foi para a Maraponga e outras empresas. Em 1993 a Vitória o adquiriu em definitivo e colocou o prefixo 198, tinha a placa BWB 2439.

    Parabéns pelas matéria! Muitas recordações.

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