segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Caio Induscar lamenta ano difícil e diz que municípios devem priorizar o transporte

A Caio Induscar viveu em 2016 um dos piores momentos dos últimos 15 anos, desde a recuperação judicial em 2001, após ter decretada sua falência em dezembro de 2000, quando voltou a operar com força. A recente instabilidade financeira do país atingiu em cheio o ramo de transportes, especialmente o setor de ônibus. Com os impactos sofridos pela crise política e econômica atual, a empresa teve uma diminuição de produção significativa, de 34 para 12 carrocerias/dia. 

“O ano de 2016 foi difícil para todo o país, em todos os segmentos, inclusive para o setor automotivo, e o nosso setor produtivo especificamente, o de fabricação de ônibus. As instabilidades política e econômica refletem diretamente no volume de compras por nossos clientes, que não têm tarifas condizentes com seus gastos administrativos e operacionais, além de queda de passageiros transportados, altos juros e dificuldades na obtenção de financiamentos, somados às incertezas sobre a volta da estabilidade em nosso país”, disse Mauricio Lourenço da Cunha, diretor industrial da Caio Induscar.

A situação delicada da empresa com a redução na jornada de trabalho de seus funcionários pode ser revista, caso o setor apresente sinais de recuperação. Recentemente o governo Michel Temes anunciou que irá disponibilizar uma linha de financiamento de R$ 3 bilhões aos empresários do setor rodoviário com recursos do FGTS. A medida pretende renovar até 10% da frota de ônibus do sistema de transporte do país. A Caio vê com bons olhos, mas diz que o setor de transporte precisa ser priorizado pelos novos prefeitos que assumem em 01 de janeiro.

“Nós, do grupo Caio Induscar, esperamos realmente que essas notícias se concretizem e o mercado de ônibus possa melhorar. Porém, para que isso aconteça, o Governo precisa ter caixa para liberação do montante divulgado e os novos prefeitos priorizarem o transporte. Também há toda uma burocracia que leva meses para ser resolvida”, disse Maurício Lourenço da Cunha.

Além disso, o Grupo Caio-Induscar diz que para se renovar a frota e aumentar a demanda por novos pedidos, é preciso o reequilíbrio das empresas de ônibus nos municípios. “Além de financiamentos, é necessário também o acerto de tarifas em várias cidades brasileiras, para que os operadores possam ter empresas saudáveis, com poder de compra e condições de pagar os financiamentos”, finaliza Cunha.
Com informações: Acontece Botucatu

Nenhum comentário:

Postar um comentário

O Fortalbus se reserva no direito de selecionar os comentários.

© 2010-2016. Fortalbus Busólogos - Todos os direitos reservados