quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Número de roubos a ônibus cai em Fortaleza

Relatos de quem presenciou ou foi vítima de assalto a ônibus são frequentes em Fortaleza. Segundo estatísticas do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus), entre janeiro e novembro desse ano, foram registrados 1.426 roubos a ônibus na Capital, uma média de 4,26 por dia e de 129,64 por mês.

Os números, no entanto, refletem leve redução na violência se comparado ao mesmo período do ano anterior, quando foram registrados 1.443 roubos. Em 2014, considerando o recorte de janeiro a novembro, a Capital registrou 1.598 ocorrências. Já em 2013, ainda no mesmo intervalo de tempo, foram 2.339 assaltos, uma média de quase sete roubos a ônibus por dia.

Nesse ano, o mês que registrou mais assaltos foi janeiro, com 190 ocorrências, seguido de junho, com 182. O período que contabilizou menos violência nos ônibus foi agosto e outubro, com 86 e 91 roubos, respectivamente.

Dimas Barreira, presidente do Sindiônibus, destacou que o setor vem investindo em equipamentos de segurança e rastreamento, além do convênio com a Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (CIOPS). Segundo ele, o que mais impactou na queda do número de assaltos foi a redução do volume de dinheiro circulante, com a implantação do bilhete eletrônico e cofres que “possibilitaram manter na caixa pouca quantidade para troco e o restante em local de difícil acesso”.

“Nossas empresas fazem todo tipo de ação ao seu alcance para promover maior segurança no transporte coletivo. Investimos em aparatos de segurança como câmeras e rastreamento, convênio com o CIOPS, mantendo um funcionário nosso lá 24 horas, para agilizar os chamados, parceria com a polícia fornecendo informações para o planejamento da operação Coletivo Seguro. Acontece que, desde 2012, o problema do vício avançou na nossa sociedade e trouxe um fenômeno que tornou a quantia reduzida (sempre menos que R$ 60) atraente novamente aos assaltantes, especialmente os menores de idade”, observou Barreira.

Barreira explicou que para contornar esse problema, as empresas estão seguindo o modelo de Campo Grande (MS). “Campo Grande já não registra assaltos a coletivos há quase quatro anos, porque não utiliza mais dinheiro como meio de pagamento. A população declara que voltou a se sentir segura dentro dos ônibus e esse enorme risco foi anulado”, ressaltou o presidente do Sindiônibus.
Com informações: O Estado

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