quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Volvo apresenta o CIVI, uma proposta de evolução dos BRTs

Com a criação do primeiro sistema de ônibus em vias exclusivas e com cobrança em estações fora dos veículos do mundo, implantado em Curitiba em 1974, a Volvo fez parte do desenvolvimento dos sistemas de BRT (Bus Rapid Transit). Mais de quatro décadas depois, os BRTs se espalharam por todo o Brasil e por diversas cidades do mundo, utilizando ônibus de diversas marcas. Mas a divisão de ônibus da marca sueca para a América Latina acredita que é hora de criar uma versão mais evoluída do sistema. Para isso, desenvolveu o CIVI – City Vehicle Interconnect –, um modelo de transporte de massa projetado para as chamadas Smart Cities, ou cidades conectadas. “A sociedade está evoluindo e o transporte público também precisa evoluir. Temos uma história com a criação do BRT e sempre acreditamos em soluções integradas, com foco em oferecer mais eficiência aos sistemas de transporte e melhor qualidade de vida a população”, afirma Fabiano Todeschini, presidente da Volvo Bus Latin America.

O projeto do CIVI foi originalmente pensado para Curitiba, onde fica a sede do Grupo Volvo na América Latina, mas o conceito é adaptável para qualquer grande cidade. “Queremos mostrar aos gestores públicos que é possível desenvolver soluções de transporte urbano inteligentes e criativas, com alta capacidade de passageiros com menor custo de investimento, agilidade de implementação e baixo custo operacional”, valoriza Todeschini.

Dentro de uma lógica ambientalmente correta, que se torna cada vez mais uma exigência nos grandes centros urbanos, o CIVI foi projetado para operar com ônibus híbridos, que trazem expressivos ganhos para o meio ambiente devido à redução de emissões, com custo de operação similar aos ônibus tradicionais movidos a diesel. Outro diferencial importante em relação aos BRTS é que o projeto do CIVI prevê a construção de estações subterrâneas. Segundo a Volvo, essa opção elimina interferências, aumenta a velocidade operacional e valoriza a paisagem urbana, com a criação de parques na superfície onde anteriormente circulavam os ônibus. “A evolução do BRT está intrinsicamente relacionada às novas possibilidades geradas pelo desenvolvimento da tecnologia híbrida veicular e dos avanços das ferramentas de conectividade nas cidades inteligentes”, afirma Ayrton Amaral, especialista em mobilidade urbana da Volvo Bus Latin América.

O CIVI prevê a utilização intensiva de recursos de conectividade para criar um sistema de transporte inteligente ainda mais eficaz que os atuais BRTs. A gestão da operação é feita pelo sistema de gerenciamento ITS4 Mobility Volvo, com terminais e estações conectados por fibra ótica, e veículos conectados por rede de dados, o que gera ganho de eficiência e produtividade. Todos os terminais e estações terão painéis em leds, com o horário em tempo real das chegadas e partidas. De acordo com a Volvo, essa tecnologia assegura ao CIVI viagens mais rápidas e pontualidade na manutenção de intervalos regulares entre veículos, evitando a formação de comboios. Outro benefício do sistema é que o passageiro pode consultar pelo seu smartphone ou pela internet o horário do ônibus. “Isso faz as pessoas ganharem um tempo precioso, pois podem ir para as estações poucos minutos antes da chegada dos ônibus. É um avanço importante na qualidade de vida de quem mora em grandes cidades”, pondera Ayrton.

Segundo cálculos da Volvo, o investimento para a implantação de um projeto CIVI é apenas uma fração do que necessitam os transportes de massa sobre trilhos. Entre os outros benefícios apontados pela marca sueca, o CIVI tem um custo de operação menor e um período de implantação mais curto que sistemas como VLT e metrô, o que permite ao gestor iniciar sua operação dentro do seu próprio mandato. Um detalhe que, no Brasil atual, pode fazer toda a diferença entre um sistema ser implantado ou não sair do papel.
Com informações: Salão do Carro

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