domingo, 1 de janeiro de 2017

Decretada a falência da Viação Anapolina Ltda

O juiz da 2ª Vara Cível de Anápolis, Eduardo Walmory Sanches, decretou a falência da empresa Viação Anapolina Ltda e interrompeu o processo de recuperação judicial que a empresa havia pedido à Justiça em 2014. O empresário Francisco José Santos, diretor-presidente da Vian, havia pedido o benefício da recuperação fundamentando que seria possível salvar o patrimônio, pagar os credores e retomar o ritmo de operações das linhas de ônibus que a empresa detinha no Entorno do Distrito Federal.

Na sentença, o magistrado lembrou que fatores diversos levaram a empresa fundada há 45 anos a uma situação financeira de dificuldades. A Viação Anapolina já foi uma das maiores empresas de transporte coletivo de passageiros do Centro-Oeste e teve participação significativa no sistema de transporte público. Situações críticas como tarifas públicas defasadas, diminuição substancial no número de passageiros transportados, política de gratuidades não indenizadas e prejuízos diversos com atos de vandalismo nos veículos levaram ao quadro de asfixia financeira da empresa.
  
Os diretores alegaram que seria possível recuperar a empresa e retomar a normalidade das operações, o que levou o juiz a deferir o processamento da recuperação judicial. Entretanto, decorridos mais de dois anos, a situação financeira se deteriorou, o administrador judicial inicialmente colocado pelo juiz apresentou seu pedido de saída incondicional e o magistrado Eduardo Walmory Sanches colocou o advogado Waldomiro Azevedo Ferreira para ser o administrador judicial. Amigo do magistrado de longa data, Waldomiro de Azevedo tomou ciência da situação da empresa e emitiu parecer sepultando as possibilidades de continuação do processo de funcionamento da empresa.

“O administrador judicial apresentou relatório explanando as situações de crise vivenciadas pela empresa em recuperação, informando a impossibilidade de soerguimento da empresa, opinando, portanto, pela convolação da Recuperação Judicial em Falência, notadamente, por descumprimento de obrigação assumida no Plano de Recuperação Judicial”, observou o magistrado.

Ele lembrou ainda práticas efetivadas pela empresa durante esse período que contribuíram para a definição pela falência. “Relata a própria recuperada, uma das medidas adotadas pela empresa foi a dispensa de parte de seus funcionários e os recontratando sem vínculo de emprego, como prestadores de serviço. Destarte, tal comportamento revela absolutamente inaceitável, uma vez que fere as cláusulas aprovadas no Plano de Recuperação Judicial, aprovado em Assembleia Geral de Credores”.
Com informações: Catalão Online

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