segunda-feira, 20 de março de 2017

O inesquecível monobloco Mercedes-Benz O-371


Quando em 1958 a Mercedes-Benz iniciou a produção dos Monoblocos no Brasil, surgia uma nova forma de produzir ônibus, pois até então, muitos dos veículos que realizavam o transporte coletivo ainda eram caminhões adaptados conhecidos como jardineiras. Considerado o primeiro ônibus de verdade fabricado no Brasil, o Monobloco era um veículo onde o chassi, motor e carroceria integravam uma única peça.

Com os Monoblocos, a Mercedes-Benz consolidou o conceito de ônibus motor traseiro no Brasil, que durante quase 40 anos, do O321 ao O400, produziu diversos modelos em diferentes configurações que incluíam versões do tipo urbano e rodoviário. Dentre eles, destacamos o Monobloco rodoviário O371, que derivado da família O370 permaneceu em linha de produção entre 1987 e 1993.
Propaganda Antiga do Ônibus Monobloco Rodoviário O-371 RSD da Mercedes-Benz do Ano de 1987 
O elegante modelo RSD acima era um carro de 13,20 metros, 3 Eixos, configurações entre 48 e 56 Assentos, empurrados pelo Motor OM-355/6 LA Turbocooler de 326 cv. Para maior segurança em quaisquer situações de trânsito, o Monobloco rodoviário O-371 RSD da Mercedes-Benz é dotado de itens como pisca-pisca adicional nas laterais, fechadura em cinco componentes do ônibus, pára-brisa laminado climatizado, faróis de neblina e espelhos retrovisores com seção convexa. Tudo isso fez dos Monoblocos O-371 RSD da Mercedes-Benz um ônibus eficiente, seguro, confortável e durável.
 Salão de Passageiros do Monobloco Rodoviário O-371 RSD da Mercedes-Benz
Dotado do motor Mercedes-Benz OM-355/6 LA, turboalimentado e com pós-resfriador do ar de admissão, com 326 cv NBR de potência, o O-371 RSD destaca-se pelo excepcional desempenho e baixo consumo de combustível. Com um total de 13,20 metros de comprimento, o Monobloco Rodoviário O-371 RSD da Mercedes-Benz tem o salão de passageiros inteiramente aproveitável, podendo-se nele transportar 48 passageiros em poltronas do tipo conforto, com toalete, ou até 56 passageiros, com poltronas standart, sem Toalete.

O O-371 teve três versões urbanas: U, UL e UP. Assim como nas versões rodoviárias, uma parte desses ônibus a Mercedes o construía por completo (plataforma + carroceria), sendo que a outra apenas a plataforma, deixando este para ser encarroçado por empresas terceiras (como Marcopolo e Busscar). Em sua época de produção, o Monobloco Urbano marcou época e se fez presente na frota de diversas empresas cearenses. Foram elas: Viação Bons Amigos, Viação Brasília, Cialtra, Iracema, Viação Brasília (Crato), CTC, Transpenha, ENSA - Empresa Nossa Senhora Aparecida.
Primeiras unidades do O371U entregues a Empresa Cialtra em 1991




Os primeiros ônibus movidos a gás natural de Fortaleza eram do modelo Mercedes-Benz Monobloco O-371. Seis unidades do modelo foram entregues à CTC em 1992, de prefixos 113 à 118, com pintura verde alimentadora. Depois de pouco tempo, os ônibus a gás natural tiveram seus motores convertidos para óleo diesel. Na segunda metade da década de 90, a prefeitura assinou um contrato com a TransPenha, do Estado do Espírito Santo, para dar suporte às linhas da CTC. A partir daí, chegaram mais unidades do monobloco. Esses veículos foram desativados no inicio dos anos 2000.
Monobloco na Avenida Beira Mar, em Fortaleza
Reprodução:  Caminhões Antigos Brasileiros
O-371 teve 4 versões rodoviárias: R, RS, RSD e RSL. Uma parte desses ônibus, a Mercedes o construía por completo (plataforma + carroceria), sendo que a outra apenas a plataforma, deixando este para ser encarroçado por empresas terceiras (como Marcopolo,comil e Busscar). O chassi Mercedes-Benz O-371 era uma substituição para o Mercedes-Benz O-303 e foi amplamente usado na América do Sul. No Ceará, o monobloco teve uma boa aceitação no mercado rodoviário, sendo adquiridos em variadas configurações em diversas empresas, como por exemplo; O371RSD: Empresa São Benedito, Expresso Praiano, Viação Icapuí, Redentora, Uruburetama e Redenção Transportes, O371RS; Gertaxi, Rio Negro e Rápido Juazeiro; O371RSL: Uruburetama e Vitória  O371R: Expresso Canindé e Redenção.

Os Monobloco na Itapemirim:
Na Viação Itapemirim, já no final dos anos 60, tinha algo em torno de 70% da frota equipada com ônibus monobloco da Mercedes-Benz. Monobloco porque o chassi e a carroçaria são fabricados no mesmo parque fabril, por uma única empresa. Somente a Mercedes-Benz tinha essa condição, a de fabricar modelos monoblocos, Scania, sua concorrente, somente fabricava chassis e o grupo motopropulsor. Nielson, Marcopolo, Incasel, Caio, Eliziário, apenas pra citar algumas, fabricavam somente carroçarias. 





Os primeiros veículos com esta característica (monobloco), modelos O-321 e O-326, entraram na frota da Itapemirim no decorrer dos anos 60. Sua facilidade de manutenção e o custo por km/rodado, excepcionalmente bons, mesmo nas linhas de longa extensão que a empresa capixaba já operava, foi o ponto de partida para a quase padronização da frota com essa carroceria.


Na década de 90, uma famosa fabricante de miniaturas da época, produziu a miniatura do modelo monobloco O371, em forma de homenagear os trabalhadores da Mercedes-Benz, nos idos de 90. 

A Metalúrgica Arpra Ltda, era uma industria metalúrgica brasileira que ficou conhecida nos '80 e início dos '90 por fabricar tratores, caminhões, ônibus e carros em escala 1:50 (1/50).

A Arpra, infelizmente, não existe mais, porém, suas miniaturas encantam adultos e crianças até os dias de hoje, não apenas pela riqueza dos detalhes, mas principalmente por reproduzir veículos da frota nacional. Apesar de raros, ainda é possível encontrar as miniaturas em lojas especializadas em brinquedos antigos e coleções. 

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