terça-feira, 18 de abril de 2017

Sinais de melhoras na economia geram reflexos na Comil

Por Egídio Lazzarotto
Na semana que passou, chegou uma boa informação envolvendo a Comil, que após ter entrado com a recuperação judicial vinha enfrentando muitas dificuldades com relação ao mercado brasileiro de ônibus. Apesar da situação ainda não ser das melhores, parece que começa a respirar sem aparelhos e em breve pode sair da UTI.

A empresa teve um início de ano não muito bom, com sua produção praticamente parada e poucas perspectivas. A partir de fevereiro os pedidos começaram voltar e sua produção passou a ser de três a quatro ônibus por dia, ou seja, está com sua produção ao máximo, levando em conta a equipe de profissionais que dispõe neste momento. Porém, neste mês de abril deverá cair um pouco a produção, por causa dos feriados.

A empresa vem sofrendo ainda com a falta de fluxo de caixa e vale lembrar que possui um crédito junto ao Ministério da Justiça num valor que ultrapassa R$ 44 milhões, referentes à entrega de vários ônibus para o Projeto Crack. Com este aporte financeiro poderia ampliar a sua produção, apesar da crise econômica.

No entanto a Comil, com os contratos que já tem em sua carteira de pedidos, tem trabalho garantido até o final de junho. Neste momento já está na sua linha de produção 70 ônibus urbanos para uma empresa de Recife, além de outros pedidos menores, que são para o transporte urbano no mercado brasileiro e alguns para o mercado externo. Para os veículos rodoviários a empresa já tem garantido dois contratos, também para o exterior. São 15 ônibus, Invicto DD, para o Peru, e 10 para a Bolívia, além de outros pedidos menores para o mercado brasileiro e do Mercosul.

Segundo um empresário, que tem vários veículos de turismo, nenhum da Comil, no momento os ônibus rodoviários Invictus DD são os melhores do mercado brasileiro. Segundo este empresário não é apenas estrutura e design dos ônibus que são ótimas, mas o acabamento interno possui o que tem de melhor no mercado.

Com esta ligeira melhora e após centenas de trabalhadores serem demitidos da Comil nos últimos dois anos e outros ameaçados de perder o trabalho, e por muito pouco a empresa não ter fechado a suas portas definitivamente, começa surgir uma luz no final do túnel com relação aos empregos. Na semana que passou recebi informação de que a Comil iria começar a contratar trabalhadores novamente.

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