segunda-feira, 3 de abril de 2017

Viação Itapemirim é alvo de investigação

O juiz Paulino Jose Lourenço, da 13ª Vara Cível Especializada Empresarial de Recuperação Judicial e Falência, em Vitória, encaminhou para o Ministério Público do Espírito Santo uma denúncia envolvendo as empresas do grupo Itapemirim que estão em recuperação judicial, para que sejam investigados possíveis crimes de "apuração de eventuais desvios de recursos obtidos do exercício das atividades produtivas".

A decisão do togado, datada do último dia 20 e publicada na última quinta-feira no site do Tribunal de Justiça, se deu no processo de número 0006983-85.2016.8.08.0024, e foi fundamentada em documentos encontrados dentro da empresa, contendo, segundo consta nos autos, "recibos de pagamentos variados, com comprovantes ou recibos (vales), remessas de dinheiro ao exterior, dinheiro estrangeiro em espécie".

O magistrado, em sua sentença, informou que "o requerimento veio acompanhado de um anexo contendo cinco folhas numeradas de "A 1" a "A5", uma relação de contrato de câmbio, seis caixas com documentos diversos, planilhas de pagamentos, numerário em moeda estrangeira, uma Bolsa Preta e quatro equipamentos de emissão de bilhetes de passagens".

E decidiu: "infere-se das informações contidas no requerimento da Administradora Judicial possível prática de condutas criminosas no âmbito das empresas em recuperação que, por sua gravidade, reputo necessária a remessa imediata dos objetos arrecadados ao Ministério Público Estadual para os devidos ns". 

Defesa da família Cola quer ampliar investigação
O advogado da família Cola, Frederico Luis Shaider Pimentel, disse ontem que tem conhecimento da decisão do juiz, mas acredita que ela deve ser estendida para o Ministério Público Federal.

"É interesse da família que as investigações estejam também no âmbito federal. É importante para todo mundo que essa investigação seja feita, principalmente no período de 19 de dezembro de 2016 até a presente data. Estamos todos contribuindo para que esses fatos sejam elucidados", comentou o advogado.

E reforçou: "não queremos que uma empresa do porte da Itapemirim tenha um final triste. Nosso trabalho é para que ela se recupere e volte a operar, movimentando a economia, gerando emprego e renda".

A dívida
O valor da causa, objeto dessa investigação, é de R$ 300 milhões. Estão envolvidas no processo, como requerentes, as seguintes empresas: Viação Itapemirim S/A; Transportadora Itapemirim S/A; Ita Itapemirim Transportes S/A; Imobiliária Bianca LTDA; Cola Comercial e Distribuidora LTDA; Flecha SA Turismo Comércio e Indústria; e Viação Caiçara LTDA. Os requeridos no processo são todos os credores, de estados como, além de Espírito Santo, Ceará, Paraíba, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Paraná, Pernambuco e Brasília.

Atual administração da Viação Itapemirim está auditando as contas
O atual grupo que administra a empresa, já que desde de dezembro de 2016 a família Cola não está mais na direção, utilizou sua assessoria de comunicação para se posicionar em relação ao assunto. A intenção é colaborar com o Ministério Público e já adiantou que está fazendo uma auditoria nas contas do grupo e o relatório será juntado ao processo.

Em nota, a assessoria informou: “a administração comprometida com a recuperação judicial da empresa está auditando as contas e todo relatório está juntado ao processo de Recuperação Judicial”.

Disse também que irá colaborar com as investigações e está a disposição para prestar qualquer tipo de esclarecimento.

A nota também explica que “a pessoa jurídica Viação Itapemirim não é objeto de investigação, mais sim os atos acometidos na empresa que são investigados. Esta administração garante que quaisquer que sejam as investigações em nada irá prejudicar a imagem da empresa, e o compromisso que a nova administração tem com seus colaboradores e clientes”.

Sobre o alvo das investigações, a atual administração da Itapemirim disse não ter detalhes, porque o processo está mantido sob sigilo, mas que trata-se de diretores antigos.

Em relação ao valor montante da atual dívida e outros detalhes de ordem financeira, a atual administração disse que essas informações constam nos autos do processo, que está sob sigilo.
Com informações: Aqui Notícias

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