sexta-feira, 9 de junho de 2017

Ônibus high-tech pode derrubar custo de obras de metrô

A busca por alternativas mais baratas e seguras para o transporte de passageiros, bem como maior fluidez do trânsito urbano têm feito várias empresas investirem em tecnologias inovadoras, a fim de contornar os gargalos logísticos dos grandes centros. Uma iniciativa da empresa chinesa CRRC, mostra que alta tecnologia embarcada pode necessitar apenas da infraestrutura que temos atualmente.

A empresa criou o ART ou Autonomous Rapid Transit. A sigla é parecida com a conhecida BRT (Bus Rapid Transit) dos ônibus expressos que o Brasil criou para rotas mais rápidas em algumas capitais no país e fora dele. O projeto chinês tem tudo a ver com esse tipo de transporte, já que mescla tanto um BRT com um VLT.

Do BRT, o ART utiliza pneus e pode circular livremente fora dos corredores se necessário. Já do VLT, o projeto utiliza a capacidade de conectar “vagões” para aumentar ou diminuir a capacidade de cada veículo, podendo assim levar de 307 a 500 passageiros, nesse último caso com cinco partes conectadas.

O ART não necessita de trilhos, já que usa pneus e nem de pantógrafos ligados o tempo todo com as catenárias de energia (rede aérea), pois apresenta baterias de lítio recarregáveis a bordo e um conector móvel sobre o veículo para recarga rápida nas paradas, que são miniestações, como ocorre em algumas cidades brasileiras.

Totalmente autônomo, o ART não precisa de um corredor dedicado, separado da via de trânsito comum, mas apenas de uma faixa dupla segmentada pintada no chão. Ela é o guia para a navegação do ônibus-trem. No Brasil, a tecnologia da recarga rápida por supercapacitores está presente em alguns terminais de São Paulo e região metropolitana, por exemplo. Se fosse o caso do uso imediato da ART, apenas as faixas teriam de ser pintadas. Mas, com um operador a bordo, pode deixar a via identificada e alterar a rota para evitar bloqueios.

Ainda assim, o veículo possui sensores, câmeras e radares par monitorar o trânsito e o meio ambiente em sua volta. Rodando a 70 km/h, o ART tem autonomia de 25 km com carga rápida de 10 minutos. Se o tempo for reduzido, teoricamente, para 30 segundos or parada, o veículo rodaria apenas 1,25 km, distância suficiente para ir de um ponto ao outro e ainda passar por um deles sem parar, se for o caso. O custo por km do projeto é de US$ 2,2 milhões, enquanto o metrô na China vai de US$ 58 milhões a US$ 102 milhões.

Para efeito de comparação, uma pesquisa de 2014 no Brasil, registrou o custo por km (infraestrutura e equipamentos, como é o caso do ART), alcançando assim R$ 20 milhões para o BRT, R$ 80 milhões para o VLT e R$ 500 milhões para o metrô. O ART terá dois estilos de carroceria e está sendo testado em um trecho de 6,5 km em Zhuzhou.

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