terça-feira, 8 de agosto de 2017

Fabricantes de ônibus projetam melhora no segundo semestre

Apesar da queda de 22,5% no volume de ônibus emplacados no acumulado de janeiro a maio (de 4.701 unidades vendidas nos cinco meses de 2016 o volume caiu para 3.643 unidades no mesmo período deste ano), a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) está confiante na retomada do setor no segundo semestre.

Além da estabilidade nas condições macroeconômicas do país, com a queda na taxa de juros e a inflação controlada, a perspectiva de melhora para o setor de ônibus, segundo a Anfavea, deve-se ao aumento de consultas recebidas pelas montadoras, pois com a volta da confiança muitos empresários estão buscando novas propostas de negócios. “O segmento de rodoviário, embora seja menor quando comparado ao urbano, já sinaliza uma retomada com um pequeno aumento nas encomendas”, afirma Luiz Carlos Gomes de Moraes, vice-presidente da Anfavea.

Segundo Moraes, o segmento de ônibus rodoviário deve crescer porque tem uma frota muito antiga que precisa ser renovada para garantir a qualidade dos serviços e evitar um aumento de custos com os gastos nas manutenções.

Dados da Anfavea mostram que até maio foram produzidos 7.737 chassis de ônibus, o que representou um crescimento de 4,3% sobre o mesmo período de 2016, quando foram fabricados 7.415 chassis. Os modelos rodoviários aumentaram de 2.068 unidades para 2.616 unidades. E os urbanos de 5.347 para 5.576 unidades.

No mercado de urbanos o vice-presidente da Anfavea espera uma reação no segundo semestre por causa da abertura das licitações. “A principal é da cidade de São Paulo que começa a entrar em discussão e a expectativa é de conseguir números mais robustos para fechar o ano com um pequeno crescimento”, destaca Moraes.

Sobre o Refrota 17, programa anunciado em dezembro do ano passado para o financiamento de ônibus urbanos, Moraes avalia que esta nova modalidade de crédito com recurso proveniente do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) administrado pela Caixa Econômica Federal, pode favorecer um pouco o mercado de ônibus. “São alguns fatores que ajudarão esse setor, que está muito fragilizado, a se recuperar. ”

Carrocerias
A Associação Nacional das Fabricantes de Ônibus (Fabus), que representa as encarroçadoras de ônibus, também espera que 2017 seja um ano melhor para o setor. “Não haverá euforia, mas pelo menos não teremos essa queda expressiva registrada no início do ano”, analisa Antonio Martins, presidente da Fabus.

No acumulado de janeiro a maio as empresas produziram 5.027 carrocerias de ônibus, uma redução de 6,7% em comparação ao mesmo período de 2016, quando o volume fabricado totalizou 5.389 unidades, segundo dados divulgados pela Fabus.

As razões para a queda na produção de carrocerias, segundo o presidente da Fabus, são decorrentes da paralização na entrega de chassis em meados de fevereiro. “Com a baixa demanda do mercado de ônibus, as montadoras tiveram que dar férias coletivas, interrompendo a produção”, explica Martins.

Na avaliação de Martins o que está salvando a fabricantes de carrocerias são as exportações. De janeiro a maio deste ano as empresas venderam ao mercado externo 1.793 carrocerias, segundo a Fabus. Este volume é 38,7% superior às 1.292 unidades embarcadas no mesmo período de 2016. “Apesar da melhora, a quantidade de carrocerias exportadas não foi suficiente para compensar a queda do mercado interno”, destaca o presidente da Fabus

Os dados da Anfavea também mostram um desempenho positivo nas exportações de ônibus. No acumulado de janeiro a maio foram enviados ao mercado externo 3.054 veículos prontos, um crescimento de 5,1% sobre os cinco meses de 2016. O embarque de modelos rodoviários teve um aumento de 9,5%, de 1.004 unidades para 1.099 unidades. A quantidade de urbanos vendidos no exterior avançou 2,8% de 1.902 para 1.955 unidades.

Além do Refrota 17 e do sistema de autorização para as empresas operar as linhas interestaduais, o presidente da Fabus também aposta em outros fatores que poderão ajudar a estimular o mercado de ônibus, como a decisão do Ministério da Educação por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) de abrir este ano a concorrência pública para a compra de 4.500 ônibus escolar. “Além disso, estamos trabalhando para a aprovação da Cide Municipal (imposto sobre os combustíveis). Se der certo, vai contribui para a tarifa de ônibus em 30% e, aumentando a receita, os empresários vão comprar mais ônibus”, aposta Martins.
Com informações: Transporte Moderno

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