terça-feira, 26 de setembro de 2017

As tentativas da Scania para regressar ao mercado urbano de Fortaleza

Por Fortalbus
Nas décadas de 1980 e 1990, a Scania marcou uma forte presença no mercado de chassis fornecidos para ônibus urbanos em Fortaleza. Naquele momento os empresários investiam em veículos mais robustos e duradouros para as suas operações dentro das cidades e os chassis Scania tinha uma grande aceitação entre o frotista, estando presentes em muitas empresas. Mas, o grande êxito nas vendas ocorreu durante a implantação do Sistema Integrado de Transportes, após a exigência da Prefeitura Municipal por veículos com motorização central e traseira.

Neste momento a então Cevepe, representante Scania no Ceará, entregou 150 novos ônibus com especificações e qualidades dos chassis da família Scania 113. Essa compra volumosa fez parte do projeto de renovação da frota adquiridas através de uma licitação, todos padronizados com três portas e pinturas do Sistema Integrado, troncal e circular.

Conforme o Sistema Integrado de Transporte de Fortaleza consolidava-se no dia a dia operacional da cidade, a Scania foi perdendo espaço. A alegação na época dada pelos empresários era o alto custo de manutenção dos veículos, a difícil reposição de peças e a limitação da idade média da frota imposta pela Prefeitura, fazendo com que as empresas passassem a investir em outras marcas de fácil manuseio e pós venda.

Em 2000, a cidade de Fortaleza ainda tinha em circulação poucos veículos Scania 113, adquiridos entre 1992 e 1993 aguardando apenas as novas renovações de frotas para serem desativados do sistema. No mesmo ano, a Rota Expressa Transportes comprou dois ônibus com chassi F94, com encarroçamento Busscar Urbanuss, que coincidia com as mesmas características e dimensões das unidades do mesmo modelo de carroceria adquiridos pelas empresas da época. Com a criação da Terra Luz Transporte no final de 2003, os únicos F94 de Fortaleza foram transferidos e passaram a compor a frota dessa nova empresa da cidade.

O chassi F94 era equipado com o motor mais potente entre os dianteiros da época. Seu motor era o DSC9 11 (Euro III) de 9 litros com 220cv de potencia, injeção direta, 4 tempos, 6 cilindros em linha, equipado com turbo e intercooler. Sua transmissão trazia uma caixa de cambio de 6 velocidades a frente, sincronizadas com troca de marchas operada por cabos.

Após um longo período sem ter um ônibus com chassis Scania operando as linhas do transporte coletivo de Fortaleza, a Concessionária Conterrânea da marca sueca Scania, trouxe para a capital cearense em 2013, um ônibus do modelo Neobus Mega, montado com chassi dianteiro Scania F250HB, caracterizado com pintura padrão do sistema para realizar uma bateria de testes entre as empresas e na expectativa de realizar possíveis vendas no setor urbano.

O veículo era configurado com chassi F250HB, com motor de 5 cilindros, equipado com caixa de mudanças de 6 marchas, tração 4x2,  distância entre-eixos de 6,5 metros. A versão testada em Fortaleza possuía um motor diesel de 9 litros e 250 cavalos de potência. 

O veículo realizou uma onda de testes entre as empresas São José, Vega, Fretcar e Santa Cecília, mas nenhuma finalizou a compra desse modelo, encerrando até o momento as tentativas da Scania em retornar ao mercado urbano de Fortaleza. 

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