sexta-feira, 6 de outubro de 2017

As mudanças 20 anos depois da regulamentação do transporte alternativo de Fortaleza

Há 20 anos, um impasse remodelou o sistema de transportes e legalizou uma das formas mais populares de se circular por Fortaleza. De um lado, a Prefeitura fazia apreensões de veículos alegando irregularidade profissional dos condutores. De outro, motoristas promoviam passeatas e pediam a regulamentação da categoria.

O embate, semelhante ao estabelecido atualmente entre o Município e a Uber, só chegou ao fim em 30 de setembro de 1997, quando um projeto de lei legalizou a atividade dos topiqueiros. A categoria chegou a fazer greve de fome na Praça do Ferreira, no Centro. Exigiam do então prefeito Juraci Magalhães a suspensão de decisão que os impedia de circular.

Passadas mais de duas décadas, as vans perderam lugar para os micro-ônibus, as rotas têm horários e preços definidos pela Prefeitura e o perfil dos profissionais mudou: não existe mais o cobrador anunciando, na porta dos veículos, aos gritos, o trajeto.

Alternativos
Na década de 1990, com a chegada de montadoras no Brasil, aumentou o número de topiques, towners e kombis em Fortaleza. Os transportes alternativos, como eram chamados, buscavam zonas desassistidas pelos ônibus.

Miguel Ferreira Guimarães, chefe da Divisão de Planejamento da Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor), conta que a oferta de novas rotas em horários movimentados logo caiu no gosto da população. “E eles ainda cobravam valor mais baixo que a tarifa dos ônibus”, diz.

Fim do impasse
Conforme a lei aprovada em 1997, as vans passaram a ter 16 rotas e horários definidos pelo Município. Eram 20 linhas.

Em 2013, a prestação de serviço do transporte complementar foi licitada e a Cooperativa dos Transportadores Autônomos de Passageiros do Ceará (Cootraps) assumiu o exercício da atividade por 15 anos. Para atender a proposta de integração dos diversos modais na Capital, algumas vans começaram a trafegar nos terminais, cita Guimarães. Atualmente, 20 linhas circulam e carregam cerca de 69,5 mil passageiros por dia, em 250 micro-ônibus.

Diferentemente do que ocorria antes da regulamentação, quando os topiqueiros disputavam pontos mais movimentados, o lucro arrecadado pelo transporte complementar atualmente é dividido entre os cooperados, explica Carlos Robério Sampaio, diretor financeiro da Cootraps. “Tudo que passa pelos nossos carros, como vale eletrônico, meia passagem e as passagens dos idosos, tudo é emitido para o Sindiônibus (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Ceará). Eles processam e nos pagam”, detalha.
Com informações: O Povo

Um comentário:

  1. "
    Passadas mais de duas décadas, as vans perderam lugar para os micro-ônibus, as rotas têm horários e preços definidos pela Prefeitura e o perfil dos profissionais mudou: não existe mais o cobrador anunciando, na porta dos veículos, aos gritos, o trajeto." Ri mt dessa parte, materia infornativa mais bem humorada, parabéns!

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