terça-feira, 17 de outubro de 2017

Como ocorreu as mudanças no sistema de transporte rodoviário cearense

Por Fortalbus
A ideia do novo transporte rodoviário do Ceará surgiu nos anos de 1992 e 1994, quando o governo inventou de fazer um projeto para instalar um serviço de ônibus que fosse, eficiente para os passageiros e viável para as companhias.

Ate então, o transporte nas estradas funcionava com permissões às empresas de ônibus para trafegarem entre as cidades. As linhas eram definidas ao gosto de cada povoado, muitas vezes por iniciativa das próprias empresas. Assim, mesmo com os cuidados das autoridades, faltava planejamento.
Rodoviária de Fortaleza na década de 1990
Na década de 1990 o governo continuou a estudar as sugestões dos professores da UFC para o novo sistema. O modelo foi concluído em 2006 e levou o nome de “Plano Diretor do Transporte Intermunicipal de Passageiros do Estado do Ceará”, o PDOTIP.

Foi uma revolução. O plano dividiu o estado em bacias territoriais, com algumas cidades-polos concentrando as viagens. Em cada bacia rodaria apenas uma empresa de ônibus, escolhida através de licitação pública. O regime de permissões saiu de cena. Para integrar os ônibus com o transporte complementar, os percursos menores ficaram com as cooperativas de vans.

Para o PDOTIP entrar em funcionamento, foram feitas verdadeiras acrobacias de persuasão para acalmar ânimos de políticos, empresários e técnicos de transporte. Para começar, o núcleo de transportes do DERT foi desativado e transferido para o DETRAN. Em 2007, o DETRAN criou as sete bacias de Aracati-Russas, Baturité-Quixadá, Canindé-Crateús-Tauá, Sobral, Itapipoca, Iguatu e Cariri. Em 2009, o novo sistema de transporte intermunicipal foi aprovado na assembléia legislativa, já no Governo Cid Gomes.

Começou a valer em novembro de 2009. Das 37 empresas de ônibus que atuavam no estado, ficaram só 5. As linhas de ônibus diminuíram de 220 para 91, fazendo uma teia de deslocamentos e chegando a mais lugares. Muitas vans, que antes eram clandestinas, foram regularizadas com permissões.

Para os passageiros, o novo plano foi ótimo! As tarifas baixaram. Agora todos os ônibus são novinhos, com menos de sete anos de uso. Esbanjam conforto, ar condicionado, poltronas macias e banheiros modernos, fora os novos equipamentos de segurança e o compromisso com o meio ambiente.

Só restou a saudade das empresas antigas e seus ônibus conhecidos por todos os cearenses.


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