terça-feira, 7 de novembro de 2017

Incêndio impacta resultado da Marcopolo e reduz produção de ônibus

Os resultados obtidos pela Marcopolo no terceiro trimestre foram negativamente impactados pelo incêndio ocorrido em setembro na fábrica de plásticos (foto), localizada em Caxias do Sul. O sinistro forçou a companhia a paralisar a produção na unidade de Ana Rech por duas semanas e na unidade Planalto por uma semana. As duas unidades são responsáveis por mais de 60% da produção no Brasil. Os sinais de gradual recuperação da demanda doméstica permanecem positivos, especialmente no segmento de rodoviários. O mercado seguiu apresentando bons volumes de vendas no Brasil, com produção de 508 unidades, volume 109,9% superior ao igual período do ano passado, mesmo com a menor produção em setembro por conta da paralisação. 

Com isso, a receita líquida consolidada alcançou R$ 736,8 milhões entre julho e setembro, contra os R$ 708,2 milhões contabilizados no terceiro trimestre de 2016. No mercado interno, a receita atingiu R$ 338,6 milhões, ou 46% do total, enquanto que no mercado externo somou R$ 398,2 milhões, representando os demais 54% da receita líquida consolidada. O destaque do trimestre foi a receita doméstica, que cresceu 89,2% na comparação trimestral, impulsionada especialmente pelo maior faturamento de rodoviários. O lucro líquido consolidado do período atingiu R$ 15,7 milhões, queda de 92,3% em relação ao valor de R$ 177 milhões registrado no mesmo intervalo de 2016. O resultado foi afetado por despesas operacionais – entre elas a contabilização de R$ 34,8 milhões, que inclui custos relacionados ao incêndio que atingiu a planta de Ana Rech (R$ 17,7 milhões).   

Em relação ao mercado de ônibus urbanos, apesar de ainda estar abaixo do nível normalizado, também mostra sinais de melhora. A indicação de maior crescimento econômico em 2018 tem contribuído para o início do processo de renovação de frotas, em um ritmo lento desde 2014. “As vendas do novo Torino S têm-se mostrado promissoras, com bons volumes sendo comercializados em diversas regiões do país. O programa federal denominado Refrota, que experimentou entraves burocráticos, começou a destravar financiamentos a partir do terceiro trimestre mesmo que de forma morosa”, informa a companhia em comunicado.  
Com informações: Revista Amanhã

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