sábado, 11 de novembro de 2017

Viação Itapemirim busca superar crise financeira e voltar ao cenário de competitividade

Por Fortalbus
A trajetória da Viação Itapemirim é marcada de muitas lutas e vitórias, mas nos últimos anos essa situação vem se revertendo e cada vez mais o mercado é surpreendido com anúncios de mudanças relacionadas ao rumo tomado pela Empresa. Criada em 1953, a tradicional Viação Itapemirim, do Espírito Santo, é uma espécie de símbolo do transporte rodoviário no Brasil. 

Seus ônibus, todos amarelos, são quase onipresentes nas principais estradas e na lembrança do povo brasileiro. Hoje a Viação Itapemirim que já ostentou a posição de maior empresa de ônibus rodoviário do Brasil, vem aos poucos lutando para conseguir fôlego para voltar ao topo das empresas mais competitivas do país.

Desde os anos 2000, as contas da Viação Itapemirim foram lentamente se deteriorando e a concorrência soube ocupar o seu espaço, tanto a aviação, mas principalmente na crescente disputa por passageiros com as empresas Gontijo, Cometa e Águia Branca, que conquistaram mais espaço neste período. 

Fora a disputa comercial pela vendas de passagens com as empresas regulares, a Itapemirim sofreu um martírio com a falta de fiscalização contra o transporte clandestino, que operam até hoje as linhas de longa distância entre as regiões Sudeste e Nordeste, considerados até então o case de sucesso da Itapemirim nos anos 70, 80 e 90.

O declínio da Viação Itapemirim ficou evidenciado junto ao mercado, com a ausência de aquisição de novos ônibus para sua renovação, fazendo com que a Empresa operasse com uma frota envelhecida, porém conservada, mas os custo para manter essa conservação foram aumentando ano após ano, afundando em prejuízos e em longuíssima disputas de poder. 

Até que em 2015, a Viação Itapemirim decide vender 40% de sua frota de ônibus e transfere dezenas de linhas rentáveis para a Viação Kaissara, entre elas, rotas importantes, como a linha São Paulo x Rio de Janeiro. Com isso, a Itapemirim passou a operar apenas 43% da fatia de mercado em que atuava antes da venda, atendendo principalmente as linhas rumo ao Nordeste. 

Visando buscar sua sobrevivência, a Viação Itapemirim está passando por alterações administrativas tentando reduzir sua estrutura e equilibrar suas finanças, mediante a uma recuperação judicial. Novos controladores estão á frente da diretoria da Empresa, buscando a sua reestruturação, para gerar competitividade no mercado  e operar uma maior malha rodoviária, foi criado um Consórcio no final de 2016, formado pelas empresas de ônibus Viação Itapemirim, Viação Kaissara, Rápido Marajó e Transbrasiliana, sendo que essa última ficou só no papel.

Até que recentemente, mas precisamente no dia 01 de Novembro de 2017, a Viação Itapemirim informou a retirada da Rápido Marajó da formação do Consórcio, para que os processos de recuperações judiciais das duas empresas possam ocorrer de formas separadas e eficazes.

Agora a Viação Itapemirim, por meio de um ofício interno, anuncia a devolução dos ônibus arrendados através da JSL - Júlio Simões Logística. No mesmo ofício, o Consórcio Itapemirim alega que os veículos locados vem causado prejuízos financeiros para as empresas, que estão em plena recuperação judicial.

O processo de reestruturação financeira e jurídica da Viação Itapemirim aos poucos vão ocorrendo nos bastidores e entre os atuais controladores, agora resta saber como a Empresa vai se comportar neste cenário de transporte rodoviário interestadual aberto, onde cada vez mais, as empresas estão se fundindo entre grandes conglomerados, visando reduzir seus custos e torna-se mais competitivas neste mercado. 

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