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Donos da Itapemirim são afastados da administração Transbrasiliana

A Justiça de Goiás determinou o afastamento de Camila de Souza Valdívia, Sidnei Piva de Jesus e Milton Rodrigues Júnior das empresas do grupo TTT, donas das companhias de transporte rodoviário Transbrasiliana e Rápido Marajó.

Os dois primeiros são os sócios da Viação Itapemirim. Já Milton teve, durante parte deste ano, uma sociedade com Camila e Sidnei, cujo endereço era a sede da Itapemirim em Cachoeiro, no Sul do Estado.

O juiz Aureliano Albuquerque Amorim, da 4ª Vara Cível de Goiânia, atendeu ao pedido da Capital Administradora Judicial, empresa que cuida da recuperação judicial do Grupo TTT.

A administradora judicial funciona como uma espécie de fiscal da empresa em recuperação. Como o objetivo da ação na Justiça é a superação da crise, a administradora judicial deve fiscalizar se os esforços para preservar a empresa e sua operação estão sendo feitos.

A administradora diz que identificou possíveis condutas de desvio de patrimônio. Entre elas, a transferência de 21 ônibus da frota da TTT, remanejados em abril deste ano, para operação nas rotas de Viação Itapemirim. O relatório da administradora diz que não houve repasse ou pagamento à Rápido Marajó. Das 21, haviam sido devolvidas sete unidades.

De acordo com a advogada na Capital Administradora Judicial, Carolina Merizio, os problemas foram identificados a partir de uma perícia na empresa.

“Identificamos algumas transações que desfavoraciam o grupo Transbrasiliana e favoreciam o grupo Itapemirim, como por exemplo a transferência de ônibus em favor da Itapemirim. Identificamos também algumas possíveis condutas de desvio de patrimônio, como pagamentos em favor de empresas do grupo dos acionistas, por exemplo, a Delta X”, afirma.

A perícia, ainda parcial, confirmou outras práticas desfavoráveis à Transbrasiliana, explica a advogada. “Desde a venda, em dezembro, constatamos algumas transferências bancárias ainda sem explicação, para a própria Itapemirim. Os peritos falaram em torno de R$ 7 milhões de prejuízo”.

Também não foram prestadas informações sobre os valores arrecadados com a venda de imóveis da empresa, diz Carolina. O relatório final da perícia será entregue nos próximos dias.

Em 31 de outubro, houve uma divisão no grupo: Camila e Sidnei saíram da gestão do negócio e ficou apenas Milton, agora afastado. Eles continuam donos das empresas, mas não participam mais da gestão. Até acontecer a assembleia de credores, a administradora judicial fica na gestão das empresas.

Sócios: Houve prestação de contas 
Os sócios da Itapemirim, Camila Valdivia e Sidnei Piva, informam que não foram intimados sobre a decisão. Afirmam que não temer auditorias e que os ônibus foram locados à Itapemirim, com prestação de contas. Segundo eles, os contratos foram rescindidos e os veículos, devolvidos. Eles também dizem que não houve repasse de verbas à Itapemirim.

Recuperação judicial

Pedido
Uma das maiores empresas de transporte rodoviário do país, a Viação Itapemirim entrou em recuperação judicial, deferido em março de 2016, junto com outras empresas que pertenciam à família Cola.

Dívidas
Na época, a empresa alegou ter R$ 336,49 milhões em dívidas trabalhistas e com fornecedores, além de um passivo tributário de cerca de R$ 1 bilhão.

Negócio

Venda
Cerca de 7 meses depois, a família vendeu as empresas recuperadas para Camila Valdívia e Sidnei Piva de Jesus, empresários de São Paulo.

Golpe
Em abril deste ano, o patriarca da família, Camilo Cola, junto com o filho Camilo Cola Filho, afirmaram ter sofrido um “golpe”, alegando que os empresários que compraram a empresa não honraram com o acordo. A família tenta, desde então, anular o negócio.

Dentro da lei
Os sócios da Itapemirim, Camila e Sidnei, refutaram as acusações e afirmaram que tudo foi feito dentro da lei.

Aquisições

Transporte rodoviário
Em dezembro de 2016, Camila, Sidnei e um terceiro sócio, Milton Rodrigues Júnior, compraram o grupo das empresas de Goiás - Transbrasiliana e Rápido Marajó -, ambas em recuperação judicial.

Aviação
Em julho deste ano, a Itapemirim anunciou que havia comprado a Passaredo, com objetivo de reativar a parte de transporte aéreo da empresa. Mas o negócio não se concretizou.

Briga na Justiça

Juiz saiu do caso
Em novembro, o juiz Paulino José Lourenço saiu do caso após uma representação de Camilo Cola contra ele. Ele julgava o caso desde o início. Atualmente, a ação está sem juiz.
Com informações: Gazeta Online/ES

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