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Viação Itapemirim tenta manter suas operações a todo custo

Por Fortalbus
As imagens de dezenas de ônibus com as pinturas das empresas Viação Itapemirim e Viação Kaissara parados num pátio em Itaquaquecetuba-SP, chamou atenção nas redes sociais. Num período de alta demanda pelo transporte rodoviário terrestre, ver essa quantidade de ônibus parado concretiza a real situação na qual vive uma das maiores empresas de Ônibus rodoviários do Brasil.

Segundo as primeiras informações cerca de 135 veículos da Viação Itapemirim/Kaissara estão num terminal da Júlio Simões Logística (JSL), na Grande São Paulo. Esses ônibus fazem parte de um processo de reintegração de posse, movida pelo Grupo JSL que buscava recuperar os veículos alugados para Viação Itapemirim/Kaissara por falta de pagamento dos aluguéis atrasados, conforme as negociações estabelecidas.

Cerca de 170 veículos foram comprados pelo Grupo JSL e estavam arrendados para a Viação Itapemirim, visando manter um nível de operacão satisfatória. Esse lote de veículos são do modelo Paradiso G7 1200 e contam com configuração interna diferenciada, com dois sanitários (um exclusivo feminino e outro masculino).

Em 2013, esse modelo Paradiso 1200 foi desenvolvido exclusivamente para atender as operações da Viação Itapemirim com 42 poltronas semi-leito de 1.060 mm de largura, equipados com sistema de ar condicionado, calefação, três monitores, áudio individual, janelas laterais com vidros colados e chassi Mercedes-Benz O500 RSD. 

A entrada desses veículos na frota da Viação Itapemirim deu um salto de qualidade, apresentando o uso de dois banheiros como algo inovador frente aos seus passageiros que utilizam os serviços da empresa. Naquele momento tudo indicava que a Itapemirim estava buscando equilibrar suas operações em comemorações aos 60 anos de atuação da empresa.

Agora a ausência desses veículos está trazendo grandes consequências para a imagem da gigante Itapemirim e principalmente para os passageiros que estão viajando em ônibus alugados por empresas terceirizadas. Em alguns casos houveram até cancelamentos de horários e uma queda no número de passageiros transportados, dando margem para o crescimento da concorrência. 

Independente de qual grupo que esteja à frente da gerência da Viação Itapemirim, estaremos na torcida por sua plena recuperação, pois grande parte da trajetória do transporte rodoviário de passageiros no Brasil está paralela ao crescimento da Viação Itapemirim, principalmente num momento onde a integração nacional era apenas uma utopia.

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