quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Empresas de ônibus realizam investimentos em frota e competir com o aéreo

O processo de barateamento das passagens aéreas, que teve início no Brasil nos anos 2000, reduziu o número de passageiros que viajam de ônibus e provocou mudanças importantes no transporte rodoviário. Só para se ter uma ideia, segundo a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), em 2003, 70,3 mil pessoas usaram ônibus em deslocamentos interestaduais e internacionais. Em 2013, antes da crise econômica, foram 56,7 mil. Já, no ano passado, apenas 42,8 mil. 

Para competir neste mercado encolhido, as empresas rodoviárias estão investindo em tecnologia e principalmente em conforto. O diretor presidente da Viação Princesa dos Campos, Florisvaldo Hudnick, diz que a empresa se empenha em "diminuir nos passageiros a sensação de que eles estão dentro de um ônibus". Um dos investimentos realizados com esse fim foi trocar os veículos com tambores de freio por outros com pastilhas de freio. "Usamos as pastilhas de freio, que são a mesma tecnologia utilizada nos automóveis", conta. 

A empresa também procura manter a frota atualizada. Atualmente, a idade média dos 480 veículos da Princesa dos Campos é de 4,8 anos, segundo o diretor. "Fazemos a renovação da frota buscando o conforto dos passageiros. Também temos Wi-Fi, tomadas para carregadores, poltronas com uma inclinação melhor, apoio para pernas e cor interna dos ônibus mais harmônica, para dar sensação de tranquilidade ao andar", alega. 

Além disso, os motoristas são treinados para oferecer uma "condução padrão". Para tanto, instrutores acompanham os 410 motoristas da empresa por telemetria, e intensificam o treinamento daqueles que apresentam desvios do padrão de conduzir. O investimento anual da Princesa dos Campos em sua frota é de R$ 9 milhões a R$ 10 milhões.
Com informações: Folha de Londrina

2 comentários:

  1. Diretor presidente muito inteligente, parabéns a ele!

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  2. Olha,são pouquíssimos que pensam assim.
    Ainda prefiro viajar de avião, nada contra os ônibus,é a minha falta de ânimo de encarar estradas.

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