domingo, 22 de abril de 2018

Conheça a história da empresa pública de ônibus do Recife

Por Fortalbus
Muitas capitais brasileiras teve uma forte presença do Estado atuando no transporte coletivo através de empresas de ônibus públicas, entre elas ressaltamos; a CTC de Fortaleza, CTC do Rio de Janeiro, Setusa de João Pessoa, CMTC de São Paulo e a CTU do Recife. Ainda hoje é possível ver a presença das empresas de ônibus públicas em três importantes capitais brasileiras, a Carris em Porto Alegre, o Metrobus em Goiânia e a TCB em Brasília.

Mas no geral, a presença do Estado em relação ao transporte público ficou limitado apenas na gestão, fiscalização e regulação dos sistemas. Uma das capitais nordestinas que chegou a desfrutar do pioneirismo em relação a uma empresa publica de ônibus foi a cidade do Recife com a inauguração dos trólebus.

O sistema de transporte por trólebus foi inaugurado na cidade de Recife em 1960 e a frota inicial era composta de 65 veículos do tipo Marmon Herrington, com equipamento elétrico Westinghouse, procedentes dos Estados Unidos.

O sistema se expandiu atingindo sua extensão máxima, com cerca de 100 km de rede elétrica (equivalente em bifilar simples), distribuídos em 20 linhas e uma frota de 140 veículos. Entretanto, a partir de 1970 a frota contava apenas com 50 veículos operacionais, devido a dificuldade em se manter os veículos estrangeiros, prejudicando a operação das linhas e ocasionando abandono de parte da rede elétrica (apenas 57 km de rede estavam em operação, num total de 7 linhas). 

A partir de 1980, com o programa de revitalização, toda a rede elétrica foi desmontada, para permitir a sua completa reconstrução ao longo de dois corredores principais: Macaxeira e Caxangá – este último com faixas exclusivas para trólebus.

Da frota de trólebus Marmon Herrington, 47 veículos foram reformados, com a troca dos chassis por novos, da Scania e recondicionamento de seus equipamentos elétricos. 

Em 1981 foram adquiridos também 12 novos trólebus, do tipo Ciferal/Scania/Tectronic, que operaram até 1994, quando foram desativados. Ainda em 1994, um terceiro corredor troncal foi inaugurado, ligando o centro de Recife à cidade de Olinda.

No ano 2000, o sistema de trólebus é privatizado e a CTU – Companhia de Transportes Urbanos de Recife dá lugar à CRT – Cidade de Recife Transportes. A nova empresa adquire 18 trólebus usados, vindos do sistema de Ribeirão Preto, desativado em 1999. 

Estes veículos foram fabricados no início da década de 80, e eram do tipo Caio/Scania/Villares. Dez destes trólebus foram reformados e postos em operação. 

Em 2001, haviam apenas 31 trólebus em operação, num total de 3 linhas. Posteriormente, as linhas Caxangá e Macaxeira têm seus trólebus substituídos por ônibus a diesel, restando apenas a linha de Olinda em operação, com frota de 10 trólebus Caio/Scania/Villares e 6 trólebus Marmon Herrington. 

Apesar do contrato prever a continuidade da operação dos trólebus, assim como a compra de novos veículos – semelhantes aos “Busscar” operados pela Metra (SP), o sistema foi desativado no final de 2001. Além dos trólebus, a CTU operou com uma grande frota de ônibus convencionais com motorização dianteira. 

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