quarta-feira, 2 de maio de 2018

Mulheres agora estão no volante dos ônibus Double Decker

A cada dia as mulheres têm alcançado maior representatividade em áreas do mercado de trabalho predominadas por homens. No Brasil, os números de mulheres que conduzem ônibus ainda são tímidos se comparados aos homens atuantes nas empesas de transporte, porém indicam a quebra de paradigma dentro de um universo profissional predominantemente masculino. Agora, é na Argentina que as mulheres começam a conquistar seu espaço.

Ana Gabriela Cruz e Mariana Protzer são as primeiras mulheres a dirigir ônibus de longa distância em Misiones, província argentina localizada ao nordeste do país. Desde meninas, gostavam de dirigir. Primeiro motos, carros e até caminhão. Mas o desejo era transportar passageiros. Agora, são as pioneiras no país.

E a oportunidade que lhes permite realizar seu sonho surgiu na empresa Crucero Del Norte. “Antes não existia a possibilidade de nos sentarmos no banco do motorista. algo sempre concebido para homens. Fizemos o teste de condução e, como qualquer outro, hoje temos nosso lugar”, diz Mariana, motorista há seis anos e que concilia a profissão a família e ao cuidado ao filho de oito anos.

“Nosso trabalho é muito bem recebido pelas pessoas e considero que é uma porta aberta para uma maior igualdade de gênero. Acho que estamos alcançando outros países que já contam com condutoras femininas tanto de longa distância quanto de transporte urbano”, comenta Ana Gabriela, originária da província de Jujuy, mãe de três filhas e motorista há oito anos. “Constitucionalmente, temos o direito ao trabalho e, se esse trabalho nos faz feliz, devemos fazê-lo. Acho que trabalhar com dignidade e fazer o que quiser é o mais importante para o ser humano”, conclui.

Hugo Koropeski, diretor da Crucero del Norte, diz que o retorno tem sido positivo. “'As primeiras experiências com elas disseram que foram bem recebidas pelos passageiros".

Ana Gabriela espera que a partir da oportunidade criada pela Crucero del Norte, abra espaço para outras mulheres. “Esperamos que a partir da nossa experiência, outros empresários tenham a iniciativa e abram as portas para que as mulheres que queiram dirigir ônibus de longas distâncias possam fazê-lo”, acrescenta.

Sobre a iniciativa de ser a primeira empresa argentina a contar com mulheres na condução dos ônibus, Koropeski, diz que foi motivado pelas estatísticas mostrarem que mulheres ao volante são mais prudentes. “A verdade é que, ao analisar as estatísticas nacionais e internacionais sobre segurança rodoviária, percebemos que as mulheres são mais cuidadosas ao volante. Sem discriminar um outro gênero, vimos a possibilidade de incorporar mulheres na empresa e os homens acolheram a iniciativa com grande respeito”.

“'Como mulheres, mães e profissionais, estamos ainda mais conscientes de que a cautela, sensibilidade e empatia são importantes quando se transporta uma mãe com um bebê pequeno ou uma avó que se movimenta com dificuldade. É a oportunidade de deixar o trânsito mais gentil”, finaliza Ana Gabriela. 

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