terça-feira, 5 de junho de 2018

Alto custo impede compra de ônibus elétrico e híbrido em Fortaleza

Por Fortalbus
Já pensou os usuários do transporte coletivo de Fortaleza sendo transportados por ônibus operando silenciosamente, com sistema de computadores moderno e motor movido exclusivamente a energia elétrica que não polui a cidade. Parece até uma utopia pensar num ônibus tão moderno e tecnológico operando linhas urbanas de Fortaleza, cidade essa onde não há qualidade de asfalto, nem a manutenção e fiscalização das atuais faixas exclusivas de ônibus. 

Por serem tecnologias novas, o alto custo de um ônibus elétrico e híbrido pode dificultar a implantação desse tipo de transporte em Fortaleza. O valor, que pode ser até cinco vezes maior do que um ônibus convencional, hoje estimado em R$ 400 mil. Esse é o principal empecilho para as empresas de ônibus já sufocada com a queda no número de passageiros transportados e os excessos de gratuidades, pensar na aquisição desse tipo de equipamento para rodar em Fortaleza, embora seja reconhecido a grande contribuição que esse ônibus faz ao meio ambiente.

Segundo Dimas Barreira, presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Ceará (Sindiônibus), a substituição da frota de ônibus movidos a diesel pela matriz elétrica ainda não é viável para as empresas em Fortaleza. “A dificuldade é grande na questão dos investimentos, pois um ônibus custa, em média, R$ 400 mil. Só as baterias de uma unidade elétrica são cerca de R$ 700 mil. Além de a conta não fechar, precisa-se de muito capital para investir”, considera.

No entanto, daqui a aproximadamente cinco anos, Dimas acredita que o transporte público movido à eletricidade dê os primeiros passos em Fortaleza. “Não sabemos se ocorrerá uma migração total, mas poderemos ter as primeiras unidades circulando”, afirma.

Vale a pena relembrar que em 2014, o sistema de transporte de Fortaleza desfrutou de um ônibus sustentável realizando fase de testes na linha (075) Campus do Pici/Unifor. A linha não foi escolhida por acaso, pois tem um público mais crítico, formado em sua maioria por estudantes e só inclui avenidas sem lombadas em seu percurso, mas com excesso de paradas em semáforos de trânsito.

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