domingo, 19 de agosto de 2018

Busscar prepara o lançamento do Vissta Bus 400 e do Elbuss 320

Com quase dois meses de atividade industrial e depois de cerca de seis anos desativada, a Busscar – marca que agora é gerida pela Carbuss Indústria Catarinense de Carrocerias – tem hoje cerca de 100 ônibus comercializados, considerando os que estão em produção e os que já estão sendo entregues. Outros 60 veículos foram encomendados, o que representa mais um mês e meio de produção garantida à frente. Essas 100 primeiras unidades foram comercializadas de maneira pulverizada no mercado interno e uma boa parcela, perto de 30%, será exportada.

O modelo Vissta Buss 360 já é o carro-chefe da encarroçadora, seguido pelo Vissta Bus 340 e pelo Vissta Buss Double Decker, todos direcionados aos segmentos rodoviário, fretamento e turismo, e a empresa já anuncia o lançamento de dois novos modelos para os próximos meses: o Vissta Bus 400, que pode ser apresentando ao mercado ainda este mês, e o ElBuss 320, um carro para fretamento que deve ser lançado na virada de setembro para outubro. A encarroçadora também tem em seus planos lançar um micro-ônibus executivo, uma versão derivada do micro executivo da Caio Induscar.

Maurício Lourenço da Cunha, diretor industrial da Busscar, diz que a administração procura dimensionar a empresa para o volume de vendas. Atualmente são fabricados cerca de dois ônibus por dia; a previsão é chegar a quatro veículos por dia no próximo ano. “Nosso objetivo é entregar qualidade”, afirma. Ele explica que a maior parte da equipe tinha a experiência da antiga Busscar, mas estava há quase seis anos parada. “Tivemos que treinar esse pessoal com os protótipos, agora estão todos saindo com a mesma qualidade, mas com prazos de produção mais longos. O tempo de produção vem gradativamente diminuindo e a qualidade vem sendo construída com menos esforço”, relata.

Segundo Cunha, a proposta de aquisição feita ao poder judiciário dos ativos da falida Busscar teve como pré-requisito ir antes até a fábrica para checar e confirmar a existência dos projetos de engenharia, da estrutura e dos ferramentais (moldes, ferramentas de estampas etc.) para produção dos novos ônibus. “Se isso não existisse, talvez nem três anos fossem suficientes para começar uma fábrica do zero e para começar do zero não valeria a pena comprar uma fábrica que ficaria três anos fechada. Nós ficamos um ano recompondo a empresa, ajustando layout e revisando maquinário”, conta o executivo. A empresa investiu mais de R$ 100 milhões em adequações de maquinário, atualizações de projetos e design de produtos, modernização do parque fabril e áreas de apoio.

Dois pontos importantes preservados na nova gestão foram pedidos feitos por antigos clientes da Busscar: “Era uma unanimidade entre todos os clientes de ônibus rodoviário: não mexer na estrutura e nas poltronas, que são de fabricação própria”, assinala. Obviamente foram atualizados e modernizados alguns pontos das poltronas, como peças de plástico de acabamento e revestimento, mas foi mantida a essência e a estrutura que tanto agradava ao mercado. A empresa desenvolveu novos fornecedores regionais e retomou antigos fornecedores da Busscar. 

A Carbuss manteve todo o cadastro de clientes da Busscar, logo que a equipe comercial foi formada começaram a visitação aos clientes e os contatos foram intensificados à medida que ficavam prontos os protótipos para apresentação. “O cliente tem que ver o produto para confirmar as expectativas e realizar o pedido”, diz Cunha. A empresa não pretende entrar em uma guerra de preços. “Viemos vender um produto de qualidade pelo melhor preço possível, é o mesmo que fazemos com a Caio”, destaca.

Nesse processo todo, foi relevante o fato de os principais acionistas da Carbuss serem acionistas também da Caio Induscar porque, na avaliação de Cunha, a experiência e a solidez da Caio dão tranquilidade para os clientes. “Isso também ajuda no conhecimento técnico do produto, da empresa, e facilita para reduzirmos o custo dessa retomada e para aproveitarmos sinergias. De um mês para cá, o mercado está vendo que Caio é Busscar e Busscar é Caio e o nosso objetivo é juntar e levar para o cliente o melhor dos dois mundos. Entendemos que atingimos um estado de qualidade muito bom no urbano e é a mesma coisa que vamos levar à Busscar”, enfatiza. Cada empresa continua com a sua engenharia, foi integrada a área de suprimentos para aproveitar a escala que a Caio tem e vai ser integrada a engenharia experimental porque é uma área em que a Busscar sempre muito avançada.

O executivo destaca que a Busscar tem clientes fiéis, como a Saritur e a Gontijo, e que vários deles estão ansiosos pela consolidação da retomada da encarroçadora. Uma primeira unidade está para ser entregue à Gontijo, modelo Vissta Buss 360, com chassi Mercedes-Benz de três eixos e 14 metros de comprimento.

“Não temos dúvida de que o retorno da Busscar ao mercado de uma forma consistente é uma questão de tempo, não temos medo e não temos pressa. Chegamos com confiança e com tranquilidade e com trabalho vamos mostrar a que viemos, assim como fizemos na Caio. Fomos devagar, mostrando e melhorando nosso produto, aprimorando o que fazíamos para conquistar e manter nossos clientes”, assinala.
Com informações: Future Transport

10 comentários:

  1. Tem fã da marcopolo que pira, com essa reportagem... rsrs

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    1. Sou fã da Marcopolo e estou muito ansioso para o lanclançam do El Buss 320!

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  2. Neste país com 27.000.000 de desempregados tem que ser imbecil em ficar pirando com mais um lançamento de de modelo de carroceria

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    1. Companheiro entenda uma coisa:"Aqui é espaço para aqueles que gostam do hobby da busologia exerçam sua apreciação por ônibus, nada tem haver com fator gerar emprego, sugiro que compre um jornal ou procure na internet vagas para emprego se for este o teu caso ou se quer discutir a situação econômica, política ou social do Brasil sugiro que você procure blogs ou sites especialiados nestes assuntos, entretanto, aqui não é espaço para se discutir assunto sem nexo algum."

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    2. se voce ta achando tao ruim o que e entao que vc esta fazendo aqui isso a qui e coisa de busologia . se vc nao e fam de onibus nao tinha nem se quer visitar a pagina seu curioso. leo leo

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    3. aposto quue vc e um dos 27 000 000

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  3. Essa foto do Gontijo é montagem, o reflexo no chão é de uma pitura azul! É a foto do ônibus da Guanabara! hahaha...
    E deve tá bem atôa também pra ficar criticando quem comenta aqui!

    Deve ser um dos 27 milhões de desempregado!

    Não gosta? Pega sua língua e vá colocar em outro lugar!

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    1. Não produzimos o Expresso Guanabara ainda, é montagem sim,o ônibus da Gontijo está 95% montado,o reflexo é do carro que foi para a feira em Sao Paulo.

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  4. Vc e o que do rapaz que fez o comentário? Pelo o visto vc entende muito de língua.andou praticando .

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  5. Vc e merda caralho eu vou descordar com tigo sempre q eu entender que não concordo não gostou foda se

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