sábado, 25 de agosto de 2018

Conheça a tradição em transportar da Comércio e Transportes Boa Esperança

No Pará, a Comércio e Transportes Boa Esperança é tão tradicional quanto o Carimbó e o Caruru. Fundada em 1971 por José Maria Gonçalves Viana, cujo espírito empreendedor de sua gestão, ao longo dos anos, muito colaborou com o desenvolvimento do estado do Pará, encurtando suas longínquas distâncias e gerando empregos a sua população. 

Atualmente a Boa Esperança possui uma frota nova e moderna, de última geração com produtos Marcopolo, aliados aos chassis Scania, garantindo viagens confortáveis e seguras aos seus clientes. 

Vamos conhecer um pouco sobre a trajetória da Boa Esperança, através do empresário Joaquim Rodrigues Viana, filho de José Maria, falecido em 2007. 

Como surgiu a Boa Esperança?
Na época, meu pai atuava na atividade de revenda de combustível. Com o tempo, ele percebeu que o transporte de passageiros existente em vários municípios do nordeste do Pará era bastante deficitário e viu nessa situação uma oportunidade de negócio. A partir dessa percepção, vendeu o posto de combustível e investiu na compra de quatro ônibus e passou a operar na linha que ligava Belém do Pará a Capanema, cidades distantes cerca de 161 km. Nos anos seguintes, novos veículos foram adquiridos aumentando o campo de ação e atendendo outros municípios, tais como Bragança, Viseu, Capitão Poço, Paragominas, Tucuruí e outros. 

Quais foram os principais desafios encontrados no início das operações?
Em uma época onde a maioria das estradas da região não era pavimentada, trabalhar com transporte de passageiros era uma verdadeira aventura. Principalmente no inverno amazônico, quando, em função das chuvas, os atoleiros deixavam muitas localidades isoladas.

Qual a estrutura atual da empresa?
Hoje, a Boa Esperança possui 92 pontos de venda de passagens e atende mais de 200 municípios dos estados do Pará, Maranhão e Piauí, percorre mensalmente mais de 2 milhões e 200 mil quilômetros. Incluindo as empresas do grupo, que operam os serviços de transporte urbano na região metropolitana de Belém e a de fretamento, contamos hoje com uma frota de quase 500 ônibus e aproximadamente 1.600 funcionários diretos em nossos quadros.

Em muitas cidades da região amazônica, as pessoas também dependem da navegação para se deslocar. Quais soluções foram buscadas para aprimorar a integração com o transporte fluvial? 
Em 2009 começamos a atuar na cidade de Cametá, localizada às margens do rio Tocantins. A cidade é atendida através da linha Belém/Cametá, onde o trajeto é de 190 km em rodovia mais 18 km de travessia no rio. Inicialmente, o desembarque dos passageiros das lanchas que faziam o traslado acontecia em porto municipal. Eventualmente o porto estava lotado e a lancha parava ao lado de outra embarcação, fazendo com que os passageiros passassem por dentro dela para chegar ao porto. Diante desse cenário, construímos um porto próprio e um terminal com capacidade para 130 passageiros visando proporcionar mais segurança às viagens dos nossos clientes. 

A compra de passagens via internet é um dos serviços oferecidos aos clientes. Nas regiões onde pode haver falta de sinal de internet, o que é feito para manter a qualidade do serviço?
A informatização trouxe maior funcionalidade à operação de venda, refletindo de forma positiva junto ao nosso cliente. Entretanto, é fato que boa parte dos municípios da nossa região possui serviço de internet inconstante, o que dificulta a operação do sistema on-line de venda de passagens em nossas agências. Visando proporcionar a rapidez e a segurança das passagens emitidas via esse sistema, a nossa equipe de TI se desdobra continuamente para fazer parcerias com provedores locais, investindo em equipamentos e antenas por estes indicados, para que seja possível garantir um sinal com velocidade adequada para manter o programa em contínuo funcionamento.

Quais são as perspectivas para os próximos anos?
Desejamos estar sempre em crescimento constante. A intenção é operar novas linhas além de renovar frota para trabalhar nas linhas atuais com veículos para proporcionar mais qualidade e conforto. E para aumentar a nossa participação no mercado, estudamos o desenvolvimento de programas para fidelização de nossos clientes.

Um comentário:

  1. Só uma correção: As empresas do grupo que operavam nos ônibus urbanos foram vendidas pra Jacob Barata, so restou uma, a Via Loc. A frota dos urbanos é de pouco mais de 150 ônibus.

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