sábado, 1 de setembro de 2018

Marcopolo investe mais de R$ 50 milhões em novo centro de fabricação

Um ano após um dos maiores incêndios que Caxias do Sul já viu, 70% do novo pavilhão da Marcopolo em Ana Rech já está pronto. Mais de 13 mil moldes foram perdidos, porque o prédio atingido concentrava a produção de itens de plástico de carrocerias de ônibus para outras plantas fabris da multinacional de origem caxiense. 

O orçamento para a nova fábrica no sítio de Ana Rech ultrapassa R$ 50 milhões. São cerca de R$ 20 milhões da obra e mais de R$ 30 milhões se somados os gastos com os novos moldes, cabines, maquinário e equipamentos. Além do reembolso do seguro, a direção da companhia investiu mais, pois resolveu ampliar o prédio em quase 4 mil metros quadrados na comparação com o antigo. 

A estrutura de quase 20 mil metros quadrados não será mais apenas uma unidade de plásticos, pois, desde o incêndio, as peças injetadas e acabamentos desse tipo foram distribuídos por outras unidades da Marcopolo em Caxias, Rio de Janeiro e no Espírito Santo, além de empresas parceiras. 

No início, o objetivo de distribuir as áreas de plástico era promover uma força-tarefa para retomar a produção, mas a decisão de manter essa produção em unidades espalhadas também é estratégica. Busca reduzir o risco de manuseio de um produto inflamável e de evitar a concentração desse material em um mesmo local, no caso de um sinistro, como o que ocorreu em Caxias. O novo prédio está sendo construído para estar alinhado com a indústria 4.0.

— Estamos construindo um centro de fabricação muito mais moderno, maior, em linha com os novos processos de manufatura. Depois do susto, passamos a discutir essa oportunidade para reconstruir algo novo e em outro nível. Não é mais só a fabricação de plásticos — destaca Luciano Resner, diretor de engenharia da Marcopolo.

Mais de oito empresas diferentes trabalham para cumprir o cronograma que pretende entregar até dezembro o pavilhão, que já é avistado da BR-116. Mais de 600 pessoas trabalham no empreendimento, desde a montagem e concretagem até acabamentos finais.

Telhados, laterais e a maior parte da nova infraestrutura estão prontos. Faltam ainda o piso, cuja umidade tem atrasado a conclusão, e finalização das ligações elétricas e outras instalações.

A expectativa é de que a partir de janeiro comece a instalação de mobiliário, equipamentos e transferência dos processos. A previsão é de começar a operar a primeira fase em março, com a montagem de laterais dos ônibus. Até o primeiro semestre de 2019, a Marcopolo quer estar com 80% da nova unidade funcionando e 100% até o final do ano que vem.
Com informações: Zero Hora

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