sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Renovação da frota de ônibus urbanos em Fortaleza recua 41%

Com a redução do número de passageiros pagantes, os investimentos das empresas de ônibus, principalmente na aquisição de novos veículos, caíram nos últimos anos. De acordo com Pessoa Neto, superintendente técnico do Sindiônibus, foram comprados 254 ônibus em 2014. Em 2017, esse número diminuiu para 150, um decréscimo de 41%.

"As empresas não deixaram de investir, mas efetivamente reduziram a renovação da frota. Nenhum empresário de ônibus tem interesse em reduzir o nível de investimento porque 90% do patrimônio da empresa é a frota. Na medida que ele deixa a frota envelhecer ele está desvalorizando sua empresa. Quando o empresário reduz o investimento, é porque ele está com a corda no pescoço", justifica. 

De janeiro a julho deste ano, as empresas de transporte público compraram 55 veículos. O número não representa nem a metade do que foi adquirido em 2017, quando ingressaram no sistema 150 novos carros. "A partir de dezembro de 2014, por uma decisão da Prefeitura de Fortaleza, só ingressa no sistema ônibus com ar condicionado. Outros investimentos são feitos dentro das próprias empresas para conseguir eficiência, mas o principal é exatamente na renovação da frota. E a saúde financeira atual tem comprometido muito isso. As empresas continuam investindo, mas em um ritmo que vem sendo reduzido".

Segundo ele, em média cada veículo custa R$ 400 mil. Dessa forma, foram investidos pelas empresas mais de R$ 101 milhões em 2014. Em 2017, esse valor chegou a R$ 60 milhões, redução de 40,5% em três anos. "Não é um preço padrão, é apenas uma ordem de grandeza. Eu não posso dizer o que vai acontecer a médio prazo. Ainda não estancamos essa perda de demanda. Ainda estamos em uma curva descendente e isso é preocupante", afirma.

Tecnologia
Com o objetivo de melhorar a agilidade da operacionalização e inserir novas tecnologias, o Sindiônibus pretende em breve introduzir nos ônibus da Capital a universalização do crédito eletrônico. "Nós já temos hoje o recurso tecnológico para isso. Já está disponível e obviamente a gente precisa pensar nessa facilidade de acesso ao usuário de aquisição desse crédito. Há uma meta de relativo curto prazo para essa universalização", afirma Pessoa Neto sem, no entanto, dizer quando isso acontecerá.

De acordo com ele, foi feito um investimento de mais de R$ 10 milhões nos equipamentos embarcados. "São os validadores SPX-700, uma nova geração que está sendo usada em todos os nossos veículos", acrescenta.
Com informações: Diário do Nordeste

2 comentários:

  1. Então o presidente da Santa Cecília deve estar mais do que com a corda no pescoço viu

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    1. Putz! Falou tudo! Aqueles Mascarellos velhos ninguém merece.

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