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Criação de linhas sem cobrador em Fortaleza gera dúvidas sobre possíveis demissões

Por Fortalbus
O sistema de transporte coletivo de Fortaleza é operado por 2.132 ônibus e micro-ônibus, sendo dividido entre as atuais 11 operadoras e 01 cooperativa. Ha mais de 20 anos, o sistema opera com parte da frota sem a atuação de cobradores nos ônibus, e nos últimos anos esse modelo de transporte vem aumentando com o ingresso de novos veículos micro-ônibus, Micrões e ônibus com versões encurtadas, como é o caso dos Apache Vip e Torino.

Cada vez mais é notável o aumento de usuários que utilizam cartões eletrônicos no pagamento das passagens de ônibus. Vários motivos vem incentivando esse uso, as principais são a comodidade, segurança e a realização de integrações por estes cartões. Talvez esse seja o motivo para esse aumento de veículos circulando em Fortaleza sem a presença de cobradores, exigindo que os motoristas realizem uma dupla função.

Esse assunto voltou a tona após a Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor), criar a linha 150 - Siqueira Papicu via Washington Soares, operando com veículos que só aceitam o embarque de passageiros que fazem pagamento por meio de cartões eletrônicos com créditos (bilhete único, carteira estudantil e vale transporte), assim como já ocorrem em algumas capitais como; Goiânia, Cuiabá e Campo Grande.

Segundo a Etufor, a nova linha é apenas uma maneira de testar a tecnologia para gerar agilidade no embarque e desembarque, aumentando a velocidade dos ônibus, e consequentemente tornar a viagem mais rápida e melhor na integração dos terminais Siqueira e do Papicu, além de promover mais segurança com a redução de dinheiro a bordo dos veículos.

Ao contrário do que pensa a Etufor, o Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários do Estado do Ceará (Sintro), acredita que esse modelo promove a retirada gradual dos cobradores de ônibus urbanos em Fortaleza. O Sintro-CE classificou a ação como desrespeitosa, considerando que os motoristas ficarão expostos à dupla função e não descarta a realização de atos públicos em defesa da categoria.  

"São cerca de 4.500 profissionais que trabalham nas linhas urbanas e metropolitanas que podem perder o emprego. Não podemos aceitar essa situação”, disparou o presidente da entidade, Domingos Neto. 

Neto ainda disse que pediu explicações à Etufor e requereu reuniões para debater o assunto com o sindicato patronal, mas não houve retorno sobre o segundo ponto reivindicatório. A assessoria jurídica da entidade ingressará com ações defesa dos trabalhadores no momento certo, mas ressalta que medidas semelhantes já foram condenadas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) de outros estados, visto que os passageiros serão penalizados com a mudança. Neto acredita que o motorista e usuários também ficarão mais vulneráveis a assaltos, caso o projeto seja aprovado.

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