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Sindionibus se manifesta sobre a real situação do transporte urbano e metropolitano de Fortaleza

Por Dimas Barreira, presidente do Sindionibus
Venho a público dizer que sinto muito por esta difícil situação de insegurança que Fortaleza atravessa e por todos os impactos que nossos cidadãos vêm sofrendo em decorrência disto, especialmente quanto à precariedade causada ao serviço de transporte público.

Sempre em sintonia com os órgãos públicos de segurança, temos trabalhado intensamente no Sindiônibus e empresas associadas procurando criar estratégias para manter alguma oferta de transporte. Porém, diante da intensidade e quantidade de ataques criminosos, nestes momentos a oferta possível de serviços fica muito aquém das necessidades da população fortalezense, maior prejudicada por estes ataques.

Todos os dias nossos ônibus estão preparados e nossos funcionários estão prontos na expectativa de poder atender à população. A avaliação da segurança é permanente para identificar oportunidades seguras de aumentar gradativamente a oferta de transporte até a normalidade. 

Desde o dia 02/01/19, já tentamos algumas vezes retomar o serviço pleno ou ampliar, porém novos ataques causam perda de controle e recuo.

Chegamos a um ponto em que precisamos contar com o apoio da polícia para embarcar policiais nos ônibus, o que limita muito nossa capacidade de ofertar serviços. Neste momento, graças ao apoio da polícia, podemos contar com com 136 ônibus em 81 linhas operando, o que é muito pouco mesmo para um domingo, que normalmente tem cerca de 700 veículos circulando.

A queima de um ônibus prejudica toda a população, pois a reposição de cada um leva vários meses e isso traz sérios impactos negativos ao desempenho normal do sistema de transportes. Financeiramente o prejuízo é exclusivo das empresas, que muitas vezes nem têm condições de repor um ônibus em momento não previsto em seu planejamento financeiro, por não dispor do dinheiro ou do crédito disponível para uma operação financeira que não se encaixa na sua capacidade de pagamento.

Aproveito a oportunidade para deixar claro que não existe seguro para vandalismo em frotas de ônibus. Não há nenhum meio de amortecer o impacto financeiro causado às empresas.

Também é importante entender que outro grave prejuízo para as empresas decorre de estar impedida de exercer sua atividade, única fonte de receita para arcar com seus compromissos. Mais da metade do que arrecadamos é destinado a despesas com funcionários, que precisam receber normalmente, independente de as empresas não estarem arrecadando nestes dias.

Reitero à nossa população, especialmente a nossos clientes, que todos sentimos muito. Agradecemos sinceramente a nossos funcionários, em especial motoristas, cobradores e equipes de controle operacional, que se desdobram para fazer seu melhor e às vezes precisam enfrentar o medo para atender à população da melhor maneira possível.

Ainda, reitero minha confiança nas nossas forças de segurança para restabelecer rapidamente a normalidade no nosso estado para que nosso povo possa trabalhar em paz para reverter qualquer perda ocorrida neste triste período.

2 comentários:

  1. So quem sofre e o trabalhador com passagem caras pois os donos de empresas tem dinheiro de sobra para comprar qualquer outro ônibus.

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  2. Sr Dimas veja o conceito de funcionamento dos ar condicionados nos ônibus pagamos uma passagem tão cara. Tem ônibus que só tem o nome ar condicionado pois parece que nem funciona.

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