Header Ads

ad

Número de assaltos a ônibus em Fortaleza é o menor em 15 anos

Quem embarca num ônibus em Fortaleza, a qualquer horário, não espera ter o trajeto interrompido por um evento tão desagradável como um assalto. Vez ou outra, ocorrem flagrantes de ações até violentas, mas, segundo monitoramento do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus), eles têm se tornado cada vez menos frequentes. No primeiro trimestre deste ano, foram registrados "apenas" 62 assaltos, o menor número de ocorrências desde o ano de 2004.

Na análise do período, os casos decrescem continuamente desde 2017. Naquele ano, foram contabilizados 554 assaltos a coletivos. Já no ano passado, foram 280. Em 2019, surgiram os menores números: 23 assaltos em janeiro, 14 em fevereiro e 25 em março. Ainda não há balanço parcial deste mês de abril.

A análise do gerente de Operações do Sindiônibus, João Luís Maciel, leva em conta dois fatores. O primeiro é a atuação mais estratégica da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), por meio da Polícia Militar e da Polícia Civil do Estado do Ceará, desde o ano passado. Os dois órgãos recebem informações diretamente do Sindicato, como as linhas mais visadas pelos criminosos, os horários de maior registro e as imagens de circuito interno dos coletivos.

O outro motivo é a implantação progressiva de carros que recebem a tarifa exclusivamente por crédito eletrônico, desde novembro do ano passado. A novidade foi ganhando espaço e, atualmente, já tem 142 linhas urbanas com parte da frota operando com o serviço de autoatendimento, totalizando 381 veículos.

Conforme Maciel, embora a média seja de 60% a 70%, há linhas que chegam a 80% de utilização dos bilhetes eletrônicos pelos usuários.

Riscos
De acordo com o Sindiônibus, o sistema de transporte coletivo de passageiros de Fortaleza e Região Metropolitana conta hoje com 1,7 milhão de usuários com cartões eletrônicos ativos. Eles geram mais de 9 milhões de passagens por mês através do crédito eletrônico, seja por Carteira de Estudante, Bilhete Único ou Vale-Transporte Eletrônico.

"Essa medida tira volume de dinheiro do carro e diminui o atrativo para os assaltantes, porque a quantia que eles conseguem levar dos cobradores é muito baixa. Às vezes, alguns ainda se arriscam a roubar pertences de algumas pessoas, mas esse tipo de ação demora mais e aumenta o risco de eles serem presos, ou de sofrerem alguma reação da população", avalia o gerente, ressaltando que, até agora, não houve registro de ações criminosas em nenhuma linha com a nova tecnologia.

Mesmo com a redução, o monitoramento revela que duas Áreas Integradas de Segurança (AIS) da Capital permanecem com os maiores números de assaltos a ônibus: a 4, que abrange bairros como Centro, Jacarecanga, Moura Brasil e Vila Ellery, e a 5, correspondente a áreas como Benfica, Itaperi, Parangaba e Serrinha. A tendência observada é de maior número de assaltos a partir das 16h, atingindo picos às 19h e às 20h.

Mudanças
A situação foi justamente a encontrada pela estudante M.C.G., 21 anos, no mês passado. À noite, no retorno para casa após aula no campus da Universidade Estadual do Ceará (Uece), no Itaperi, o coletivo em que estava foi abordado por três assaltantes.

"Levaram cartão de débito, celular, documentos e a carteirinha do plano de saúde. Um deles anunciou o assalto com uma faca. Além dos meus, pegaram os pertences de umas 10 pessoas", diz, lembrando que, como estava chovendo, as ruas estavam vazias e impediram pedidos de socorro.

No último Dia Internacional da Mulher, duas passageiras foram baleadas durante o assalto a um ônibus, na BR-116, no bairro Paupina. As duas foram atingidas pelo mesmo tiro, que atravessou a boca de uma e feriu a outra de raspão no ombro.

As vítimas estavam sentadas uma ao lado da outra. Segundo o motorista, três homens planejavam fazer "um rapa", já que o ônibus estava perto do fim da linha. Nervoso, um deles interpretou o movimento de uma das mulheres como reação e a baleou.

O fato é que casos assim implicam que nenhuma viagem terá a mesma tranquilidade para M.C.G. Desde o ocorrido, a estudante revela preferir evitar os ônibus, mesmo pagando mais caro. Dados do Sindiônibus mostram queda no número de usuários do sistema coletivo. Em 2017, a média mensal era de 21 milhões de passageiros.

No ano passado, o número caiu para 19,7 milhões e, no primeiro trimestre de 2019, contabiliza 16,3 milhões de usuários. Recessão econômica e maior concorrência com outros modais de transporte estão entre as razões para a diminuição.
Com informações: Diário do Nordeste

Um comentário:

  1. A mentira de vcs são grande em de onde que a onda de assalto em ônibus deminui bando de mentirosos ttatraba de motorista e quase todos os dia tem assalto fassam uma matéria mas profunda sobre isso seus sacanas

    ResponderExcluir

O Fortalbus se reserva no direito de selecionar os comentários.