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Trólebus em São Paulo completam 70 anos

Por Renato Lobo
Um dos símbolos da cidade de São Paulo, completa 70 anos de vida neste dia 22 de abril. A primeira linha de ônibus elétrico foi inaugurada em 1949, ligando a Aclimação até o centro de São Paulo. Ela opera até hoje, mas com um, trajeto maior. É a linha 408A – Cardoso de Almeida – Machado de Assis.

Os primeiros trólebus importados para São Paulo eram procedentes da América do Norte e Inglaterra.

A rede chegou a década de 60 com 60,3 km. Neste ano foram adquiridos mais 75 veículos, importados dos Estados Unidos, do tipo ACF-Brill/General Electric. Foram comprados usados, do sistema de Denver (Colorado), que desativou este modo de transporte. Foram fabricados entre 1.946 e 1.948.

É impossível falar dessa historia, sem mencionar uma empresa bem importante que operou na capital paulista, a Companhia Municipal de Transportes Coletivos – CMTC, que funcionou entre os anos de 1946 até 1995. 

A CMTC era pública e não só operava, como chegou a construir seus próprios veículos. A empresa no final da década de 50 adquiriu 10 unidades do tipo Grassi/Villares (o primeiro modelo de trólebus fabricado em nosso país).

Na década de 60, a própria CMTC passou a montar as carrocerias para ônibus elétricos em suas oficinas. Foram montados 144 trólebus, utilizando componentes de seus primeiros veículos, de antigos ônibus diesel desativados e até mesmo sobre chassis inteiramente novos.

Alguns sites dão conta de que este esforço da CMTC, foi fundamental para salvação para que o sistema não desaparecesse por completo pois, apesar da existência dos trólebus nacionais, estes tinham um preço muito elevado, face à pouca demanda. Na mesma época, diversos sistemas brasileiros fechavam as portas.

No Brasil, cidades como Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Niterói, Porto Alegre, Salvador, Recife e Fortaleza já contaram com o meio de transporte. No final de década de 60 a cidade contava com uma frota de 233 unidades.  

Já no final de década de 70, a CMTC elaborou um plano ambicioso para a revitalização de seu sistema de trólebus, e preparou as especificações técnicas dos veículos de moderna concepção que a indústria nacional passaria a fabricar.

O chamado Plano Sistran previa a operação de 1.500 trólebus, dos quais 450 articulados. A frota circularia em corredores exclusivos.

Mas como de praxe em nosso país, o que é projetado, quase nunca se torna realidade. No período entre 1.980 e 1.982 foram encomendados 200 veículos do tipo Ciferal/Scania/Tectronic, e outros 90 Marcopolo/Scania/Tectronic, entregues entre 1.982 e 1.983. Também foram inauguradas sete novas linhas, e a rede elétrica passou de 151 km para 274 km, equivalentes em rede bifilar simples.

Em 1985 um corredor expresso para trólebus e ônibus foi implantado para servir o bairro Santo Amaro. Foram adquiridos 78 unidades monobloco Mafersa/Villares, além dos dois primeiros trólebus articulados nacionais: CAIO/Volvo/Villares e Marcopolo/Scania/Tectronic.

Em 1998 era inaugurado o Corredor de trólebus do ABC, ligando os bairros de São mateus, até Jabaquara, passando por Santo André, São bernardo e Diadema. Apesar de ser projetado para esta tecnologia, a via conta com ônibus a diesel, em uma operação mista. O trólebus só chegou de fato ao Jabaquara nesta década.

Em 1995 chega o fim da CMTC, medida feita pelo ex-presidente Paulo Maluf e é criada a SPTrans, empresa que seria responsável pela administração das linhas, estas operadas pela inciativa privada.

Foi nessa época que surgiu uma das empresas mais lembradas na historia dos ônibus elétricos: a Eletrobus. Em 1996 a Eletrobus passou a reformar trólebus antigos adquiridos na década de 80, com a nova carroceria Marcopolo Torino GV, além de adquirir 37 unidades de mesma carroceria de chassi Volvo.

Outras duas empresa operavam na época, e também compraram novos veículos: a TB Serviços e a Viação Santo Amaro. Nesta época a frota de elétricos passava de 500 veículos, e os chifrudos operavam em todas as regiões da cidade, como Em Santo Amaro, Pinheiros, Butantã, Casa Verde, Santana, Tucuruvi e Mandaqui. Tinha trólebus até na estação Santa Cruz.

Mas no começo dos anos 2000, a operação deste meio de transporte foi ladeira abaixo. A ex-prefeita Marta Suplicy extinguiu 40% das redes existentes. A gestão da Marta foi acertada em alguns aspectos na área dos transportes, como a criação do bilhete único e a implantação de novos corredores. Mas a retirada dos trólebus foi uma ação bastante contestada na época, já que o veículo não polui, e existem soluções para minimizar seus problemas, como por exemplo a queda de rede elétrica e até os famosos escapes nas alavancas.

Já no começo desda década, com a renovação da frota, com os novos veículos produzidos pela Caio. Hoje a cidade conta com um pouco mais de 200 veículos.

A nova licitação dos transportes prevê a utilização dos ônibus elétricos e até um incremento na frota com 50 novos trólebus. Mas a cidade não tem previsão de expandir sua malha.

Atualmente, o mercado oferece novas tecnologias, que inclusive podem substituir os trólebus no futuro, como por exemplo o ônibus a bateria.

No entanto, em muitos países, cerca de 48, a tecnologia do trólebus é usada. Nos últimos anos surgiram no mercado uma versão que conta com marcha autônoma onde o veículo é alimentado quando esta conectado à rede.

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