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O sistema de ônibus "Expresso" nas linhas Centro-Bairro em Fortaleza

Por Fortalbus
No ano de 1978, a cidade de Fortaleza ganhava o serviço "Expresso" de ônibus urbano. Neste sistema, os ônibus partiam do centro da cidade com destino aos bairros somente com passageiros sentados e sem nenhuma parada durante o percurso. Apesar do mesmo itinerário das linhas convencionais, os expressos não recebiam meia estudantil, além do valor da passagem diferenciado dos ônibus comuns.
A primeira linha beneficiada foi a do Conjunto José Walter, disponibilizando um transporte mais confortável através de 08 ônibus novos, dos quais 03 eram da CTC. Saindo da Praça José de Alencar com lotação máxima, ou seja, 35 passageiros sentados, cumpriam o itinerário completo em cerca de 30 minutos, mais rápido que os da linha comum por não ter paradas no meio do caminho. Outra vantagem era que seu funcionamento que iniciava às 5h da manhã, se estendia por toda a noite.
Para evitar que os ônibus saíssem do centro com passageiros em pé, guardas colocados nos terminais da linha garantiam o cumprimento dessa norma. A Secretaria Municipal de Transportes também realizava fiscalização para que nenhuma das empresas usasse ônibus comuns nas linhas expressas, bem como acrescentar o número de veículos desse tipo, pois eram lucrativos para as empresas.
A padronização dos veículos expressos só iniciou em novembro de 1978, facilitando a identificação dos carros especiais pelos seus usuários. Os três primeiros ônibus padronizados foram da CTC, onde receberam o logotipo criado para o sistema expresso, além da palavra indicando que eram especiais. A identificação exigida pela Secretaria de Transportes também atingiu as demais empresas, desta forma, era assegurado que os carros de uma linha não seriam transferidos para outras.

A intenção era expandir o serviço expresso para outros bairros, entretanto, apenas o Conjunto Ceará também usufruiu dos expressos com apenas 06 ônibus. Pouco mais de um ano após sua criação, a Prefeitura resolveu extinguir o serviço em janeiro de 1980, alegando dois motivos básicos: economia de combustível e maior utilização dos ônibus pelos moradores daqueles conjuntos habitacionais.

Nas horas de maior movimentação, os ônibus expressos deixavam de atender centenas de pessoas, em razão de sua lotação limitada. Nas horas de menor movimento, eles trafegavam praticamente vazios, causando consumo de combustível desnecessário por não ter embarque durante o percurso.

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