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Ônibus com "Autoatendimento" ganha espaço no urbano de Fortaleza

A rotina de quem utiliza o transporte público em Fortaleza está mudando. Essa mudança se dá devido ao número de ônibus que estão ofertando os serviços de autoatendimento, ou seja, sem a presença do trocador, só recebendo passageiros que utilizam os cartões de passagens com créditos como: bilhete único, carteira de estudante, vale-transporte avulso e o vale-transporte eletrônico.

A implantação do serviço de autoatendimento em Fortaleza teve início em novembro de 2018, como lembra Domingo Gomes Neto, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Ceará (Sintro). Na ocasião, apenas cinco ônibus que faziam a linha Siqueira/Messejana ofertavam esse tipo de serviço que, naquele momento, estava sendo implantado de forma experimental. Atualmente, de acordo com os últimos dados levantados pelo Sintro, Fortaleza conta com uma frota de 1.729 ônibus, desses, 509 ônibus estão com autoatendimento. Esse número representa um total de 800 profissionais demitidos. Caso o autoatendimento alcance toda a frota, esse número pode chegar a mais de quatro mil profissionais demitidos, afirma Domingo Gomes Neto.

“Desde o início estamos na luta para que esse serviço não seja implantado porque traz vários prejuízos, por exemplo, serão mais de quatro mil de pais e mães de famílias que ficarão desempregados. A gente já procurou a Etufor, a Secretaria de Serviços, também realizamos duas reuniões com o Sindiônibus, que prometeu que nenhum trabalhador ficaria desempregado, que eles seriam colocados em outras funções dentro das empresas, mas não é bem isso o que estamos vendo”.

Além da questão do desemprego, o presidente do Sintro aponta outros fatores negativos sobre o serviço de autoatendimento. “O autoatendimento foi implantado com a justificativa de melhorar a mobilidade urbana, mas na verdade vai atrapalhar, porque o motorista não vai ter mais a figura do trocador para auxiliar no embarque e desembarque de passageiros.”, finaliza.

Dimas Barreira, presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus) informa que o objetivo da implantação do serviço de autoatendimento foi garantir o aumento da segurança e velocidade de embarque, redução de custos e melhoria de gestão.

Para ele, “o aumento do uso de cartões eletrônicos trouxe impacto muito significativo na redução da quantidade de assaltos, além de propiciar fluidez no embarque, melhor experiência da maior parte dos clientes que já haviam aderido ao cartão, mas com frequência ficavam presos em filas atrás de quem ainda conta e troca dinheiro e, maior utilização de benefícios como integração pelo bilhete único”. Segundo o Sindiônibus, Fortaleza conta com uma frota de 1.850 ônibus, desses, 715 ofertam o serviço de autoatendimento.

Questionado sobre o fato de ter relatos de passageiros que não possuem cartão eletrônico e que por isso demoram cerca de uma hora à espera por um ônibus com trocador, Dimas Barreira informa. “Ainda temos uma quantidade bem menor que a metade da frota com sistema de autoatendimento implantado, o que causa estranheza para tal afirmação. Isso só poderia acontecer em casos muito pontuais, pois esta frota é cuidadosamente bem distribuída.”.
Com informações: Brasil de Fato

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