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Aumenta a procura por viagens de ônibus entre Recife e Petrolina

O número de viagens de ônibus entre Petrolina e Recife aumentou desde que a Avianca Brasil parou de operar em Pernambuco, segundo a Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal (EPTI). Um levantamento mostra que, de janeiro a junho de 2019, aumentou 20% o número de passageiros nos ônibus que ligam as duas cidades. 

Com mais "companheiros de viagem" que o habitual nos ônibus, o designer gráfico Rui Souza Leão logo descobriu a motivação. "É por causa das passagens. As de avião estão muito caras", afirma.

Segundo a Associação Brasileira dos Agentes de Viagem (Abav), os preços das passagens de avião dispararam e quem precisa viajar com urgência fica entre desembolsar um valor alto ou encarar cerca de 10 horas de viagem terrestre. Enquanto as passagens de ônibus nesse trecho são vendidas a R$ 200, as passagens aéreas cobram mais que o quíntuplo desse valor.

A Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros identificou que a procura por viagem de ônibus aumentou desde que a Avianca Brasil decretou falência, em dezembro do ano passado, e parou de oferecer voos entre o sertão e a capital pernambucana, em abril deste ano. Por dia, era um voo de ida e outro de volta entre as duas cidades.

Desde então, a única companhia aérea que opera o trecho Recife-Petrolina e vice-versa é a Azul. Por dia, saem dois voos de ida e dois de volta. Os preços das viagens aéreas, que antes custavam cerca de R$ 400, chegam a R$ 1,5 mil.

"O empresário que tem uma reunião em Petrolina ou o turista que quer programar uma passagem para próxima semana não consegue, em função dos preços altíssimos. A demanda é muito grande, mas sentimos muita dificuldade em vender os pacotes de lazer e passagens de última hora", afirma o presidente da Abav-PE, Marcos Teixeira.
Com informações: G1 PE

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