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Embarque na história dos "ônibus Leito" no intermunicipal do Ceará (Parte 1)

Por Fortalbus
Com base em pesquisas efetuadas por nossa equipe, o serviço leito no transporte intermunicipal do Ceará teve início entre os anos de 1966 e 1967, através da Auto Viação Horizonte. Pelo pouco que fora encontrado sobre esse período,  pressupõe-se que o serviço era operado por ônibus de carroceria Ciferal Flecha de Prata e ou Nicola, componentes da frota da Empresa à época. Possuíam poltronas reclináveis,  toillete e luz individual. Atendiam as cidades de Crateús, Boa Viagem, Canindé, Madalena, Nova Russas, Tamboril,  Hidrolândia,  Itapajé,  Itapipoca e Amontada, dentre outras. 
        
Devido ao grande potencial econômico-financeiro e turístico, aliado a distância geográfica superior a 500 kms., foi entre a capital cearense e a região do Cariri que o serviço leito teve uma operação contínua e duradoura. Primeiramente, com a Viação Rio Negro, fundada por José Andrade Guilherme e José Jutaí Andrade Guilherme em 1968, através da linha Fortaleza-Crato-Juazeiro do Norte.

Os veículos utilizados eram de carroceria Ciferal modelo Flecha de Prata, oferecendo apenas 19 poltronas leito, com toillete,  cinto de segurança, serviço de som,  café,  refrigerantes e outras iguarias a bordo, partindo de Fortaleza às segundas, quartas, quintas e sábados e do Crato às terças, quintas,  sextas e domingos,  ambos às 20:00 horas.

Em outubro de 1970, é inaugurada oficialmente a linha Fortaleza-Juazeiro do Norte  por uma nova empresa,  a Rápido Juazeiro da organização Holanda Ltda., através de ônibus da marca Mercedes-Benz, motorização dianteira e carroceria Marcopolo I, leitos e semi-leitos,  ressaltando que o semi-leito à época é equivalente aos convencionais dos dias atuais, em se tratando de reclinação. Como trafegavam sempre à noite, eram chamados de corujões oferecendo serviço de bordo com rodomoça, café e refrigerantes.

Em 1973, o empresário Raimundo Ferreira adquire a Rápido Juazeiro.

No ano de 1975, a Rio Negro apresenta novos ônibus leitos Marcopolo II, com motores Cummins e suspensão a ar.

Em novembro de 1976, é lançado pela Viação Rio Negro o serviço "Pássaro Noturno", moderníssimo leito com carroceria Marcopolo III e um item de conforto inédito até então: o ar condicionado. Destaque para a quantidade de poltronas, apenas 20. Ficou popularmente conhecido como "Frescão".

Por essa mesma época, a Rápido Juazeiro apresenta 2 novos leitos, com chassis Mercedes-Benz O-355, carroceria Ciferal modelo Líder, nominados de "Tranquilo", sucedidos posteriormente pelo "Tranquilo 2" e "Tranquilo 3". 

Alguns anos a frente, a Rápido Juazeiro surge com o "Noite Suave", também de carroceria Ciferal, mas em um novo modelo, o Araguaia. A Viação Rio Negro também aparece com um leito de configurações semelhantes. 
Nos primeiros anos da década de 80, a Rápido Juazeiro ingressa na era Nielson, lançando o "Sonho Meu", um Diplomata com os lendários degraus no teto, comumente chamados de "sete quedas" e encarroçado sobre o chassis O-364 da Mercedes-Benz. Uma grande campanha publicitária foi veiculada nas rádios locais, embalada na voz da cantora baiana Maria Bethânia, interpretando a música homônima. 

Em 1983, a Viação Rio Negro passa a compor o Grupo Empresarial Raimundo Ferreira (GERF), tendo a Viação Brasília como sócia. Esse fato fez com que a Rio Negro utilizasse, por um curto período de tempo, 2 ônibus leitos da Viação Brasília, de chassis Mercedes-Benz O-355, carroceria Ciferal Líder e ar-condicionado, que operavam na linha Fortaleza-Salvador. 
          
Sob nova gestão, a Viação Rio Negro adquire leitos de carroceria Marcopolo geração 4 entre os quais, o "Inovação 84". 
          
A Rápido Juazeiro renova com o "Sucessão", Nielson Diplomata 2.60 e chassis Mercedes-Benz O-364, e com o "Reconciliação",  mesmo chassis, porém na versão Diplomata 330.
          
A próxima aquisição da Rápido Juazeiro surpreendeu com o chassis Scania na frota. Entra em cena o "Aconchegante", combinação de conforto e robustez da carroceria Marcopolo G4 Viaggio 1100, montado sobre chassis K 112 CL. Concomitantemente, a Viação Rio Negro apresenta O "Bom Cratense" com configurações análogas. As duas empresas continuam apostando na Scania, adquirindo 2 unidades, retornando à carroceria Nielson Diplomata 350. E o Leito da Viação Rio Negro recebeu o nome de "Expectativa". 

A fascinante trajetória do serviço Leito no Ceará continua na segunda parte dessa histórica reportagem. 

Então planeje seu embarque na Parte II, onde trataremos sobre os Leitos de 1990 até os dias atuais.

5 comentários:

  1. Excelente matéria. Umas das três melhores do grupo.

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  2. Muito interessante como "aqueles contos" que se verem em televisão retratando estorias.Mas,no caso historia verdadeira!
    Aguardando proximo capitulo ou seja Parte 2

    De: Wellington R. de Souza

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  3. Parabéns pela pesquisa e fotos.

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  4. Conteúdo de ótima qualidade parabéns ao fortalbus.

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