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Empresas de ônibus podem quebrar e quem irá socorrer?

Por Fortalbus
Estamos vivendo um período nunca vivido no Brasil e mundo, onde um inimigo invisível soube mudar os rumos de nossas vidas, das empresas e de toda economia. Neste retorno do Fortalbus vamos abordar os impactos que essa paralisação dos serviços por conta do isolamento social vem causando para as empresas de ônibus seja ela urbano, metropolitano, rodoviário, fretamento e turismo.

Sabemos que um dos importantes setores da economia brasileira vem sofrendo fortemente com essa retraída é o ramo de transportes terrestre de passageiros. O setor que já não operava bem das pernas há alguns anos por conta da queda no número de passageiros transportados, concorrência com os clandestinos e também as incertezas de mercado com a entrada das plataformas de carros e ônibus por aplicativo.

Agora o agravo maior ocorre por conta das medidas restritivas impostos por prefeituras, governos de Estado e a própria Presidência da República por meio das orientações do Ministério da Saúde. Além das forças governamentais, a população está em pânico por conta do vírus Covid 19 e nessa prudência pela vida, as pessoas estão em casa no isolamento social e com isso ninguém vai querer andar ou viajar de ônibus, acarretando numa paralisação do setor.

Nessa consequência estamos vendo garagens abarrotadas de ônibus parados, motoristas já demitidos e outros na eminência de perderem seus empregos, as empresas tendo que pagar folha de pagamentos, insumos, fornecedores, impostos variados como os municipais, estaduais e federais, e sem falar nas altas parcelas de financiamentos dos seus ônibus. 

Imaginem aí todas essas obrigações financeiras para pagar sem ter dinheiro em caixa e nem perspectivas para o retorno pleno das operações.

Mesmo assim, as empresas de ônibus e seus profissionais estão fazendo sua colaboração com esse momento de crise, seja operando mesmo que limitado, seja no uso de suas redes sociais para informar como se prevenir, mostrar que a limpeza de seus veículos estão sendo reforçados, além de tirar todas as dúvidas para as pessoas com passagens marcadas e facilitando a remarcação das mesmas sem nenhum ônus para os clientes. 

O setor de transportes terrestre por ônibus é sem dúvidas o maior transportador de pessoas no Brasil e chega onde nenhum outro modal possa imaginar chegar, mesmo assim esse segmento sempre foi encarado como o "patinho feio" da economia, justamente por transportar uma massa de pessoas com poder aquisitivo menor.

Para esses empresas de ônibus são exigidos todos os tipos de gratuidades sem contra partida financeira, para elas são exigidos uma operação desvantajosa enquanto os clandestinos operam a cereja do bolo sem serem incomodados por nenhum tipo de fiscalização, para eles são cobrados todos os impostos, o que é justo, mas para os outros via aplicativos o pagamentos desses mesmos impostos não é cobrado.

As empresas de ônibus assim como as companhias aéreas estão em colapso financeiro e muitas dessas empresas poderão sumir se o Estado Brasileiro não souber reconhecer o valor desse segmento para o deslocamento regular da população. O forte lobby da aviação já vem conseguindo seu socorro financeiro para equilibrar as perdas, e vem a pergunta essa ajuda ou financiamento não chegará para as empresas de ônibus? Será que o sistema de transporte saberá se recuperar por si só a essa crise?

Muitas perguntas sem respostas e o pior é as incertezas do que virá em frente. Ônibus é uma atividade essencial, pois são eles que chegam até as periferias das grandes cidades, chegam naquelas localidades mais distantes que nem o poder público consegue chegar e são eles o meio de transporte mais barato para o deslocamento das pessoas e a integração entre os municípios.

Enquanto ocorrer essa falta de reconhecimento, valerá a pena o empresário da pequena, média ou grande empresa de ônibus continuar gerando empregos e apostando no crescimento desse setor cada vez mais incerto?

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