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O importante recomeço da encarroçadora Busscar

Por Antonio Ferro
Depois de permanecer afastada do mercado por cinco anos, a encarroçadora catarinense Busscar retorna ao mercado, sob nova administração e buscando recuperar o lugar que era seu. Por cinco anos, um silêncio total se abateu sobre planta fabril de uma das mais tradicionais encarroçadoras de ônibus do País. Seus galpões e escritórios, localizados em área de quase 70.000 m2 construídos, permaneceram vazios, ausente o movimento frenético que durou até o fim da primeira década dos anos 2000, quando sobreveio a turbulência, a falência bateu à porta e a Busscar sucumbiu ante grave crise financeira e administrativa.

Hoje, entretanto, hoje a situação já é outra. O que se vê ali é o recomeço, que se pode perceber no vai e vem de funcionários que vestem a camisa da empresa na tentativa de reerguer a marca e sua tradição de desenvolver e produzir ônibus rodoviários. O ritmo ainda não lembra o período glorioso, mas já se pode sentir o otimismo que percorre ambiente.

“Recomeçar uma empresa é muito desgastante”, sintetiza Paulo Corso, executivo que por 39 anos trabalhou na principal concorrente da Busscar e que hoje é o seu diretor comercial. Corso tem um desafio e tanto pela frente: reconquistar clientes e conquistar clientes novos.

“Trata-se de um trabalho árduo, desafiador mesmo. Há ainda no mercado um certo receio de que não poderemos atender os operadores. O que posso dizer é que temos suporte, estamos confiantes e temos como meta aumentar nossa participação, disponibilizando os melhores produtos e dando o atendimento adequado a cada transportador”, observa o executivo, que ressalta um aspecto importante: para oferecer ao mercado a mesma referência de qualidade que a Busscar tinha no passado, a marca manteve o padrão estrutural de suas carroçarias, preservando ainda os atributos de conforto das poltronas e o layout interno, mas promovendo algumas alterações no design externo
para a atualização de conceitos.

São cinco os modelos rodoviários à escolha do operador – El Buss 320 (em duas versões para chassis com motorização dianteira), Vissta Buss 340, 360 e 400 e Double Decker (motorização traseira).

“Os transportadores buscam ter o melhor veículo. Aos poucos estamos vendo que eles querem ter os nossos modelos em suas frotas. Estamos empenhados em um trabalho de convencimento, feito com calma e oferecendo confiança e segurança nos negócios”, afirma Corso.

No momento, o quadro da encarroçadora tem 1.040 colaboradores, sendo 70% da gestão passada. No ano passado, foram produzidas 462 carroçarias, das quais o mercado nacional absorveu 60% e os clientes externos, 40%. Entre os modelos mais comercializados, destaque para as versões do Double Decker e do Vissta Buss 340 (4x2). “Alguns clientes antigos já receberam nossos produtos, entre eles
os grupos Guanabara, Águia Branca, Eucatur e Progresso de Recife. Significa que estamos no caminho certo. Para este ano, temos a expectativa de produzir 1.000 unidades, mantendo novamente a proporção de 60% e 40%, mas com vendas para mercados como Argentina, Chile e Peru, que consideramos importantes para nós”, explica.

Quanto a ser competitivo em relação às demais encarroçadoras, o diretor ressalta que o diferencial para a conquista do cliente é praticar preços adequados.

“Temos no mercado um concorrente com preços bem baixos, porém, estamos com valores bem próximos da nossa maior concorrente”.

Além das operadoras rodoviárias, Corso também cita os serviços de fretamento, que respondem por 30% a 40% do mercado, um nicho importante. E prevê: “É um setor que pode trazer resultados positivos para nós em 2020.”

Detalhe que pode favorecer a empresa é dispor de veículos “de prateleira” ou de pronta entrega. De acordo com o executivo, “trata-se de uma estratégia para expandir os negócios”, atendendo ao cliente de fretamento ou de operação em linhas regulares que acrescentem novos destinos aos seus serviços. 

“Esse detalhe garante um rápido atendimento às demandas que surjam”, explica Corso. 

Em uma visita à linha de produção, pode-se ver que os diversos modelos são fabricados de um modo muito parecido aos adotados em uma alfaiataria, com observância de todos os detalhes de acabamento e com o cuidado de promover qualidade em cada versão. 

Para 2020, a marca pretende lançar o modelo El Buss 340 também para chassi com motor dianteiro, visando serviços de fretamento e linhas intermunicipais de curta distância. Segundo Corso, “é um ônibus mais econômico, com bagageiro maior, para operações robustas, e também voltado a nichos específicos que necessitem de uma versão mais simples”.

O departamento de engenharia da empresa preservou os mesmos cuidados dos antigos administradores ao desenvolver os produtos, utilizando sensores, softwares e simulações gráficas para conhecer o comportamento de cada modelo, promovendo testes virtuais e testes reais para verificar pontos críticos da estrutura e fadiga de determinas áreas. Pode-se assim oferecer ao mercado produtos resistentes e adequados para o cotidiano operacional.

É nítida a preocupação em propor qualidade para manter a empresa competitiva. E as pessoas envolvidas no esforço para recuperar o bom nome da marca corroboram o projeto.

5 comentários:

  1. Eu quero aqui, como leitor diário deste site, deixar claro a minha insatisfaçao com a fraca cobertura de vcs sobre a Pandemia. Nem precisa publicar meu comentário. Só quero que vcs saibam, pois são poucas noticias respeito. Olha esse noticia por exemplo,totalmente sem relevancia para o período atual
    Salvo exceção da crítica, se algum de vcs estiverem doentes.

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    1. Realmente estamos no sentido oposto desse tipo de informação, pois já é amplamente divulgada nos grandes meios de comunicação. Com os ônibus praticamente parados, estamos abordando mais ao período nostálgico das empresas de ônibus e seus veículos.

      Mesmo que não sendo o nosso foco, estamos fazendo editoriais sobre a crise do Covid 19.

      http://www.fortalbus.com/2020/04/a-voz-silenciosa-do-desemprego-nas.html?m=1

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  2. A Busscar está crescendo muito no dia a dia, ela ainda será a principal concorrente da lider, no mercado interno e externo!!

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  3. BUSSCAR é tradicionalmente bem mais resistente do que a Marcopolo. Seá um trabalho árduo retomar a liderança, porém da gosto ver uma empresa brasileira renascendo das cinzas com projetos lindos.

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