segunda-feira, 2 de março de 2015

O único Comil Versatile da Empresa Litorânea

Por Fortalbus
Fabricado pela carroçadora gaúcha Comil desde 1996, o Versatile é um ônibus rodoviário de menor porte indicado para viagens intermunicipais de curtas e médias distâncias. No Ceará, poucas unidades foram adquiridas desde seu lançamento, e na Empresa Litorânea, apenas uma unidade foi incorporada à sua frota no ano de 2006. Oriundo de uma locadora de Pernambuco, o veículo passou por uma grande reforma e recebeu o prefixo de ordem 034. Hoje o veículo não faz parte da frota da Litorânea.

Equipado com ar condicionado e poltronas reclináveis, transportava passageiros para destinos como Itapajé, Pentecoste e outras localidades atendidas pela Litorânea até 2009, quando a mesma deixou de operar nas linhas regulares do sistema intermunicipal de transporte do Ceará.

Hoje a Litorânea opera linhas no Maranhão
A Litorânea Viagens, uma empresa genuinamente cearense, hoje atua operando no intermunicipal do Maranhão, nas linhas intermunicipais que servem o interior daquele estado. Na capital São Luis, é possível encontrar seus veículos em partidas e chegadas, mesma frota que antes já transportou passageiros que viajavam de Fortaleza para os municípios cearenses. Desde 2011, seus veículos atuam no Maranhão, linhas que antes eram operadas pela Empresa Transilva.

A Litorânea Viagens se destaca não só pela frota, mas pelas linhas que opera, tais como São Luís x Buriti Bravo, São Luís x Pastos Bons e São Luís x Passagem Franca. Sua área de atuação é direcionada ao sudeste do estado do Maranhão, próximo a cidade de Floriano, no Piauí. Nos seccionamentos incluem as cidades de Peritoró, D. Pedro, Pres. Dutra, São Domingos, Colinas, Mirador, Sucupira, Paraibano entre outras localidades.

Santa Cecília inicia as operações com Gran Via Climatizados

Por Fortalbus
A Viação Santa Cecilia já emplacou os veículos Gran Via Climatizados, e já estão prontos para entrar em operação nesta semana, nas tabelas das linhas, 024 - Antonio Bezerra/Lagoa/Unifor, 086 - Bezerra de Menezes/Santos Dumont e 855 - Bezerra de Menezes/Washington Soares. Vale lembrar que a Santa Cecília foi a primeira e até então, a única empresa do SIT que recebeu veículos 2015. Neste momento de crise que rodeia o ramo dos transportes por conta do aumento dos combustíveis, a empresa não mediu esforços para renovar sua frota com qualidade, surpreendendo a todos. 

O modelo Gran Via vem trazendo elementos estéticos diferenciados, deixando mais moderno, com uma aparência refinada, onde os detalhes se destacam no novo conjunto óptico dianteiro, para-choques em desenhos congruentes, lanternas traseiras com linhas inovadoras e interiores que promovem um ambiente mais agradável, equipados com elementos que facilitam a limpeza e dão mais conforto aos passageiros.

Um dos destaques destes novos ônibus da Viação Santa Cecília é o item do ar condicionado. Aos poucos esse cenário de conforto vem mudando na frota da empresa, com a chegada desses novos ônibus. O ar condicionado tem como finalidade controlar o fluxo de ar, temperatura e umidade, proporcionando um ambiente agradável aos seus usuários. O sistema de ar condicionado mantém o ambiente do ônibus em condição confortável para os passageiros, mesmo que as condições do lado externo do veículo sejam desfavoráveis.

Com o motor 270F permite manter a velocidade mesmo em marchas mais altas, reduzindo o consumo de combustível. Além disso, o modelo é produzido com um aço especial, o que o torna o mais leve e mais robusto do mercado. O Volvo B270F evoluiu e recebeu suspensão pneumática, item que garante mais conforto e segurança aos passageiros, já que reduz sensivelmente os níveis de vibração e ruído da suspensão.

Um dos principais trunfos do veículo está no fato de ser inspirado na plataforma dos caminhões Volvo VM, já consagrados pelo mercado de caminhões semi-pesados principalmente devido à sua robustez e economia de combustível. Equipado com um motor de 7 litros, molas parabólicas, volante ajustável e chassi em aço especial fazem deste modelo o mais leve de sua categoria.

Fortaleza pode ter um transporte diferente?

Uma cidade em que o transporte público seja a preferência de deslocamento diário da população, como forma de desafogar ruas e avenidas e garantir um trânsito agilizado. Nas vias, pedestres e ciclistas protagonizam os trajetos de curta e média distância. Carros particulares permanecem nas garagens salvo a necessidade de uma jornada mais complexa que aquela entre casa e trabalho. Ainda não é realidade, mas a proposta de uma relação de trânsito diferenciada para Fortaleza começa a surgir - e é prioridade, sinaliza Luiz Alberto Sabóia, coordenador do Plano de Ações Imediatas de Transporte e Trânsito (Paitt).

A Capital caminha para ter uma relação diferente com o carro particular. Eles não desaparecerão das ruas, é fato. “Estamos querendo chegar numa cidade em que o trânsito seja mais humanizado e que viva uma mudança do padrão do uso do automóvel”, vislumbra Sabóia. E o caminho correto para solucionar os nós do trânsito é exatamente esse, analisa o professor do Departamento de Engenharia de Transporte (DET) da Universidade Federal do Ceará (UFC), Mário Azevedo.

De que forma a fluidez da cidade pode melhorar? “A gente tem de investir muito no transporte público buscando fazer com que as pessoas migrem de um modal para outro”, responde o coordenador do Paitt. Já é possível, na visão dele, imaginar uma Fortaleza com coletivos bons, rápidos, confortáveis e previsíveis a médio prazo. Podemos estar atrasados - tendência semelhante a outras capitais do País e herdada de longa data -, ele afirma, mas o processo é visível cada dia mais.

Ações
De acordo com Sabóia, os impactos vieram com ações como a implantação de faixas exclusivas, os primeiros veículos com ar-condicionado, o Bilhete Único e o futuro aplicativo móvel com indicação em tempo real da localização dos veículos. Até julho, ele ressalta, serão 122 km de corredores de ônibus na cidade. Em seis anos, segundo a Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor), através de nota, toda a frota de ônibus, que hoje é de 1.850 unidades em 268 linhas, deve ser refrigerada. “Na medida em que melhora, mais gente vai andar. Se as pessoas passarem a andar de ônibus, elas vão gritar mais alto e chamar a atenção dos gestores para o transporte público”, complementa Azevedo.

“Como o espaço da cidade é reduzido, para dar espaço para um, tem de retirar de outro”, lembra o professor. Por mais que a medida possa desagradar uma parte da população, ele assinala, é necessário deixar de dar prioridade ao carro e passar o foco para o transporte coletivo. Neste, viaja mais gente em menos espaço e, com a existência de corredores exclusivos, mais rapidamente. Na visão de Azevedo, entretanto, as medidas, apesar de acertadas, seguem num ritmo aquém do necessário. “Seria bom acelerar isso. Há resistência, e algumas pessoas não vão gostar muito, mas é a solução”.

Programa de informação ao usuário de transporte público
O que é? Um aplicativo móvel para celular com informações sobre a previsão de chegada dos ônibus, assim como mapa de integração e, posteriormente, recarga remota do Bilhete Único. Também será continuada a implantação de mapas das linhas nas paradas, terminais e dentro dos veículos.

Quando? O aplicativo deve ser lançado no fim de abril de 2015

Programa de requalificação dos pontos de parada
O que é? A requalificação de 183 paradas de ônibus localizadas em vias com muita demanda de linhas de transporte público. Serão implantados abrigos metálicos, lixeiras, melhorias de iluminação pública e microcorreções de acessibilidade.

Quando? Entre julho de 2015 e o fim de 2016

Implantação de faixas exclusivas de transporte público
O que é? Serão implantados mais 122 km de corredor exclusivo de ônibus distribuídos pela cidade

Quando? Até julho de 2015

Corredor Antônio Bezerra / Centro
O que é? A implantação de 10 estações exclusivas para transporte público na avenida Bezerra de Menezes, sendo 5 em cada sentido da via, num percurso de 8,2 km. As quatro faixas (duas em cada sentido) ao lado do canteiro central da avenida serão utilizadas apenas pelo transporte público. Esta é a primeira etapa do corredor expresso Antônio Bezerra / Papicu, que terá extensão de 17,4 km.

Quando? A previsão de conclusão é para março de 2015
Com informações: O Povo

domingo, 1 de março de 2015

Os primeiros anos de operação da Rodoviária de Fortaleza

Por Fortalbus
Em Fortaleza, o Terminal Rodoviário Eng. João Thomé, é o principal ponto de partida para o embarque de linhas intermunicipais e interestaduais do estado do Ceará. Inaugurada oficialmente em março de 1973, a rodoviária de Fortaleza mantém sua estrutura arrojada e original que marcou um importante avanço para o transporte coletivo na década de 1970.

Com uma localização centralizada, próximo ao aeroporto, do centro da cidade e das principais rodovias federais, BR-116 e BR-222, o terreno de mangueiras no Bairro de Fátima deu lugar aos blocos que imitavam árvores de concreto. Estas grandes colunas de sustentação representavam um estilo arquitetônico inédito que fez da rodoviária de Fortaleza a mais bela e moderna do país. Eram 31 cogumelos hiperbólicos de concreto armado cobrindo quase 11 mil metros quadrados sem nenhuma telha, além de três passarelas de embarque, com capacidade inicial de 12 ônibus a cada 10 minutos.

Antes da inauguração oficial, a rodoviária Eng. João Thomé começou a funcionar em caráter experimental no dia 28 de fevereiro de 1973, porém, apenas com ônibus que faziam linhas interestaduais. O primeiro ônibus, pertencente à Viação Nordeste partiu às 5h e 40m com destino à capital Potiguar, com um pequeno atraso de 20 minutos para atender os retardatários desavisados.
Primeiro ônibus a deixar a Rodoviária de Fortaleza em 1973 - Jornal O Povo
Na fase de testes, o terminal apresentou alguns defeitos técnicos, causados por ligeiras modificações do projeto original. Os problemas mais sérios se relacionavam a segurança do passageiro ao desembarcar, e a difícil manobra dos ônibus nas três passarelas de rolamento e seu estacionamento nas três plataformas de embarque. O projeto original previa a parada dos ônibus para desembarque na passarela número um. Contudo, os primeiros testes relevaram a dificuldade do acostamento dos ônibus, porque dois jardins suspensos impediam a boa aproximação do veículo à calçada de passeio. A solução foi colocar os táxis enfileirados naquela área.

As três plataformas de embarque deveriam simultaneamente, segundo o projeto original, receber nove ônibus, aproveitando três das quatro faces de cada uma delas. Isso não foi possível, porque a pista de rolamento externo (passarela número quatro) deveria ter 10 metros de largura, foi reduzida para sete metros, por medida de economia que impediu o alargamento do aterro sobre o qual se localizam as plataformas de embarque e as passarelas de tráfego de ônibus e táxis. Essa redução impediu a manobra dos ônibus, principalmente dos “Magirus-Deutz”, que tinham 12 metros de comprimento. O problema foi superado com a redução das dimensões das “ilhas ajardinadas” entre as quais situavam as três plataformas.
Vista da Avenida Borges de Melo
Outro problema observado durante a fase experimental foi a saída dos ônibus que se destinavam à Rodovia BR-116. Como o “balão” não havia sido construído, os ônibus faziam manobras difíceis para se inserir na pista sul da Avenida Borges de Melo.  Com a maioria dos erros solucionados, a Estação Rodoviária de Fortaleza estava pronta para ser inaugurada.

Finalmente, a inauguração oficial do Terminal Rodoviário Eng. João Thomé ocorreu no dia 25 de março, com a presença do Governador César Cals e do Ministro Mario Andreaza, dos Transportes. Agora, os usuários contavam com uma rodoviária ampla e confortável, com um estacionamento com capacidade para mais de 200 veículos, lojas, bancas de jornais, correios, pronto socorro, guarda-volume, farmácia, sistema de som, um restaurante panorâmico instalado no andar superior, além de outros equipamentos de apoio ao público.

Para quem não escolhia o táxi como condução, os passageiros podiam pegar os coletivos que faziam ponto na própria estação rodoviária, eram ônibus das empresas São José de Ribamar e CTC - Companhia de Transportes Coletivos, que faziam a linha Aguanambi, circulando nos dois sentidos em direção ao centro da cidade, atendendo também a outros bairros daquela região.

Com 27 empresas passando pelo terminal rodoviário de formas arrojadas e frente do seu tempo, foi transformado numa espécie de ponto de atração turística pelos fortalezenses, também por conta dos vários serviços públicos disponíveis ali, dando mais movimento àquela região da cidade.

Seu projeto pretendia ter condições de atender a expansão do mercado de transporte rodoviário nos vinte anos seguintes, mas em menos de dez anos após sua inauguração, já parecia obsoleta. Com o surgimento das carrocerias mais altas para ônibus no começo da década de 1980, as passarelas não tinham altura suficiente para que estes veículos pudessem ultrapassá-las sem risco de colisão. Alguns veículos até conseguiam, mas ficavam com marcas de arranhões no teto.

Empresas como Expresso de Luxo, Rápido Crateús e Expresso Timbira sentiam-se prejudicadas pelo mau planejamento da estrutura do Terminal, não somente pela altura, mas também porque os ônibus maiores com 13m de comprimento tinham dificuldade de estacionar e manobrar entre as plataformas.
Altura das passarelas antes da reforma na década de 1980
A situação ficou ainda mais complicada quando a Expresso Timbira adquiriu em 1984 seis ônibus Diplomata 380, estes não passavam pelos 3,80 metros de altura dos cogumelos, assim os ônibus desembarcavam na pista externa, pois não entravam nas pistas comuns de embarque e desembarque. A primeira idéia dos técnicos foi a de rebaixamento do solo, mas estudos mais detalhados concluíram por sua inviabilidade, pois sob o piso estavam as instalações elétricas e hidráulicas, além da base dos cogumelos. A segunda opção era a construção de novas passarelas em estruturas metálicas.

As obras de reforma no Terminal Rodoviário Engenheiro João Tomé iniciaram em abril de 1985, compreendendo nos trabalhos de elevação de cada passarela individualmente, através do uso de potentes macacos hidráulicos, reforçando-se, a seguir, cada pilar. Com isto, permitia-se a entrada dos novos ônibus com pouco mais de 4 metros de altura, que logo seriam adquiridos por outras empresas.

Além da elevação das antigas passarelas que ficaram com 5 metros no total, foi construída no pavimento superior da sede da antiga Suterce (Superintendência dos Terminais Rodoviários do Ceará), com um total de 1.100 metros de área coberta.

Mais um ônibus é atacado e incendiado em Fortaleza

Por Fortalbus
Um ônibus que fazia a linha João Arruda, de prefixo 20954, da empresa Santa Maria, foi incendiado neste sábado, 28, por volta das 14h na rua Franco Rocha, próximo à avenida Perimetral, no bairro do Henrique Jorge.

De acordo com relato de um morador local, um grupo de pessoas desconhecidas desceu de um carro, ordenou que todos a bordo do ônibus descessem e, em seguida, atearam fogo no veículo. Segundo ele, o fogo atingiu a fiação elétrica, cortando o abastecimento de energia nas imediações.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e se deslocou até o local com uma viatura de combate ao incêndio. De acordo com a assessoria dos Bombeiros, não houve vítimas, apenas danos materiais, com a perda total do coletivo. Segundo populares informaram aos bombeiros, o incêndio ocorreu após um roubo realizado no interior do veículo.  

Vale a pena lembrar
Em janeiro de 2013, um ônibus da mesma empresa, com prefixo 20065, tinha sido incendiado na Av. Sargento Hermínio e causando um prejuízo de R$ 285 mil, além da ausência do serviço para seus usuários.

O incêndio aos ônibus era algo inédito, mas desde 2013, vem ocorrendo algumas ações que vão contra o transporte coletivo. Antes disso a maioria dos casos de depredação de ônibus acontecem em linhas que atendem aos estádios de Fortaleza e em terminais durante dias de jogos de futebol. 

Os principais itens depredados são os vidros das janelas e as fórmicas instaladas para forrar o teto dos veículos. Os torcedores batem no forro para fazer barulho e acabam danificando o material,  cada peça de fórmica instalada no ônibus chega a custar R$ 460. 

Teve um período que as empresas não eram obrigadas a atender, com linhas extras, os estádios em dias de jogos. Nesse intervalo, houve uma diminuição nos casos de depredação aos ônibus. 
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